Resumo do artigo: • Neste artigo, você entender por que times de vendas desorganizados gastam mais tempo com atividades que não geram resultado e como transformar essa realidade; • Descubra também como o playbook de vendas organiza a operação comercial, padroniza processos e acelera o onboarding de novos vendedores; • Artigo recomendado para gestores comerciais, gerentes de vendas, diretores de revenue e líderes de times B2B que querem criar operações comerciais previsíveis e escaláveis.
Você sabia que um time de vendas que não tem processos organizados gasta dois terços do tempo em atividades que nada têm a ver com vendas?
Essa informação é da McKinsey e mostra o tamanho do problema que muitas empresas B2B enfrentam hoje, mesmo com toda a tecnologia disponível.
Quando falta organização, a produtividade cai e as consequências vão além: metas que não saem do papel, energia desperdiçada e uma operação que simplesmente não escala.
Apesar disso, o cenário pode ser diferente. Afinal, times que contam com papéis bem definidos, rituais de gestão e dados centralizados conseguem resultados melhores.
Isso acontece porque o problema de uma meta não batida por meses seguidos está, justamente, na forma como a equipe se organiza.
Por isso, não se trata de trabalhar mais horas, mas de trabalhar com método e previsibilidade.
Neste artigo, você vai descobrir como treinar times de vendas mais organizados, ágeis e que entregam resultados.
Vamos falar sobre rituais de gestão, definição de KPIs, monitoramento de performance e como o playbook de vendas pode apoiar essa transformação. Vamos nessa?
Qual deve ser o papel do time de vendas em uma empresa B2B?
O papel do time de vendas em empresas B2B mudou muito nos últimos anos. Hoje, vender não é mais só apresentar a solução, enviar uma proposta e fechar negócio. Na realidade, o vendedor precisa atuar como consultor, o que também significa:
- Entender a dor do cliente;
- Mapear possíveis objeções;
- Construir relacionamento;
- Guiar o prospect até a jornada de decisão.
O problema é que, se cada vendedor interpretar seu papel de um jeito, qualquer operação corre o risco de perder eficiência.
Por isso, é necessário definir o papel de cada membro do time comercial, respondendo primeiramente algumas perguntas básicas:
- Quem é responsável pela prospecção ativa?
- Quem qualifica os leads que chegam via marketing?
- Quem conduz as negociações e apresenta propostas?
- Quem faz o pós-venda e garante a renovação?
- Quem alimenta o CRM e mantém os dados atualizados?
Se você não consegue respondê-las, sua equipe pode estar operando no improviso.
Afinal, times de vendas organizados têm papéis e responsabilidades bem definidos, documentados e compartilhados. Desse modo, cada pessoa sabe o que precisa entregar, como será cobrada e quais métricas vão medir sua performance.
Por fim, o mais importante: quando os papéis estão claros, fica muito mais fácil treinar, acompanhar e desenvolver o time. Isso porque, você consegue identificar falhas, corrigir problemas e replicar boas práticas.
Por que times de vendas desorganizados não batem metas?
A desorganização no time de vendas não é só uma questão de “bagunça no dia a dia”. Ela gera consequências que impactam os resultados da empresa.
Afinal, quando não há processos, rituais ou acompanhamento de KPIs, a equipe perde tempo, energia e boas oportunidades.
Vamos entender os principais motivos pelos quais a falta de organização impede que as metas sejam batidas todos os meses?
Retrabalho que drena a produtividade
Sem um processo comercial definido, os vendedores entendem que podem trabalhar da forma que preferirem. Um envia a proposta sem qualificar direito, outro decide refazer as apresentações oficiais, e um terceiro começa a prospectar leads fora do ICP.
Como comentamos, o resultado é um tempo desperdiçado com tarefas que poderiam ter sido feitas uma única vez, ou nem precisavam ser feitas.
Além disso, esse retrabalho também tira o foco do que mais importa: prospectar, qualificar e fechar negócios.
A verdade é que times desorganizados gastam horas procurando informações, refazendo atividades e corrigindo erros que poderiam ter sido evitados.
Falta de visibilidade sobre o funil prejudica a tomada de decisão
Sem dados centralizados e atualizados, o gestor comercial não consegue enxergar onde estão os principais problemas da área:
- Quantas oportunidades estão paradas na negociação?
- Por que os leads não avançam?
- Qual vendedor está com o funil travado?
Essas perguntas ficam sem resposta principalmente quando o time de vendas não segue um padrão ou trabalha com informações espalhadas em planilhas, e-mails e anotações soltas.
A falta de visibilidade também atrasa decisões, impede correções de rota e deixa o time trabalhando no escuro. Logo, quando você percebe que a meta não vai fechar, já é tarde demais.
Ausência de rituais de gestão atrapalham a dinâmica do time
Times que não fazem reuniões de daily, weekly ou 1:1 com frequência perdem a chance de identificar problemas cedo. Com isso:
- O vendedor que está travado em uma negociação não pede ajuda;
- A objeção que apareceu três vezes na semana não é discutida;
- A oportunidade que esfriou fica esquecida no funil.
Sem esses rituais de acompanhamento, os problemas tendem a aparecer somente no final do mês, quando já comprometeram o resultado final. E aí, ao invés de resolver, o time apenas apaga incêndio.
Papéis mal definidos geram lacunas e sobreposição
Seu time de vendas não tem claro quem faz o quê? Então, duas coisas podem acontecer: ou ninguém assume uma responsabilidade (e ela fica descoberta), ou duas pessoas fazem a mesma coisa (e gera conflito).
O lead que chegou via marketing fica sem follow-up porque ninguém sabe de quem é a responsabilidade. O cliente que comprou não recebe onboarding porque o pré-vendas acha que é papel do vendedor, e o vendedor acha que é do CS.
Essa falta de clareza gera desperdício de energia, confusão e, principalmente, uma experiência ruim para o cliente – que percebe de longe a desorganização.
Falta de monitoramento de KPIs impede a previsibilidade
Por fim, se você não acompanha indicadores como taxa de conversão por etapa, ciclo de vendas, ticket médio e atividades realizadas por vendedor, não tem como saber se está no caminho certo.
Nesse sentido, times de vendas desorganizados olham apenas para a meta final (receita do mês) e ignoram os indicadores de processo.
Para identificar problemas, ajustar estratégias e ter mais previsibilidade nos resultados, é imprescindível monitorar os KPIs diariamente.
Os pilares de um time organizado e de alta performance
Agora que você já entendeu por que a desorganização impede equipes comerciais de baterem metas, é hora de olhar para o outro lado.
O que sustenta uma operação comercial estruturada, previsível e capaz de escalar resultados?
Um time de vendas de alta performance não chega lá por acaso. Ele constroem sua eficiência sobre 5 pilares diferentes.
Vamos entender sobre cada um deles?
1. Processos comerciais documentados
Um time organizado tem um processo comercial documentado e acessível para todos. Na prática, isso significa que cada etapa do funil está mapeada, com critérios de avanço definidos, ações esperadas e responsáveis identificados.
Com o processo documentado, qualquer vendedor passa a saber exatamente o que fazer em cada momento da jornada de vendas.
Essa padronização elimina a dependência de “heróis” no time e garante que boas práticas sejam replicadas por todos. Assim, se um vendedor sai, outro entra e consegue performar rapidamente porque o conhecimento está registrado.
2. Papéis e responsabilidades bem definidos
A falta de clareza sobre quem faz o quê pode gerar ruídos dentro da área. Por isso, times de alta performance sabem o papel de cada posição: SDR, closer, account manager, coordenador comercial, etc.
Além disso, cada função conta com um escopo bem delimitado:
- O que entrega;
- Para quem responde;
- Quais metas persegue;
- Como é avaliada.
Isso cria responsabilidade e evita tanto lacunas quanto sobreposição de esforços.
3. Rituais de gestão
Um time de vendas organizado têm ritmo, e esse ritmo vem dos rituais de gestão:
- Daily: reunião diária para alinhar prioridades;
- Weekly: encontro semanal para revisar números e ajustar estratégias:
- 1:1: reunião para desenvolver cada vendedor individualmente.
Vale lembrar que esses rituais não devem ser reuniões burocráticas. A ideia é usá-las para identificar problemas, alinhar expectativas e garantir que ninguém fique perdido ou travado.
Quando os rituais são implementados com consistência, todo mundo passa a saber quando vai ser cobrado, quando vai receber feedback e quando terá espaço para tirar dúvidas.
4. Dados centralizados e atualizados
É praticamente impossível tomar decisões precisas sem dados confiáveis. Portanto, times de alta performance centralizam todas as informações em um CRM de vendas, como o CRM PipeRun.
Desse modo, qualquer pessoa autorizada consegue:
- Acessar o histórico de interações com um cliente;
- Entender em que etapa cada oportunidade está;
- Visualizar o funil completo;
- Identificar problemas em tempo real.
Os dados centralizados também facilitam a análise de performance, a geração de relatórios e a própria previsão de vendas (forecast). Isso porque, você deixa de depender do “achismo” e passa a trabalhar com fatos.
5. Monitoramento constante de KPIs
Como você já sabe, um time de vendas organizado não espera o final do mês para olhar os números. Ele acompanha indicadores de processo diariamente:
- Quantas reuniões foram feitas;
- Quantos leads foram qualificados;
- Qual a taxa de conversão por etapa;
- Quanto tempo cada negociação está levando.
Com isso, se a conversão de proposta para fechamento está abaixo do esperado, é possível investigar as causas e agir antes que o problema comprometa a meta.
Como o playbook de vendas pode organizar os processos e acelerar resultados?
Em resumo, o playbook de vendas é o documento que centraliza todo o conhecimento comercial de uma empresa. Ele funciona como um guia prático que orienta o time de vendas em cada etapa, garantindo que todos trabalhem com o mesmo padrão.
Na prática, esse material responde perguntas como:
- Qual é o perfil de cliente ideal (ICP)?
- Quais são as etapas do funil e os critérios de avanço?
- Como qualificar um lead corretamente?
- Quais perguntas fazer em cada fase da negociação?
- Como lidar com as objeções mais comuns?
- Quais informações precisam ser registradas no CRM?
- Quais são os rituais de gestão e quando acontecem?
Para a liderança, o playbook é considerado a ferramenta de gestão mais importante. Afinal, com processos documentados, fica muito mais fácil treinar o time, replicar o que funciona e corrigir o que não está dando certo.
E aqui vai uma boa notícia: você não precisa criar um playbook do zero. Preparamos um modelo pronto que você pode personalizar da forma que achar melhor e adaptar para o seu processo comercial.
Conclusão
Como vimos ao longo deste artigo, quando dois terços do tempo dos vendedores é desperdiçado com atividades que não geram resultado, o problema não está na falta de esforço, mas na falta de estrutura.
Afinal, times de alta performance constroem sua eficiência sobre 5 pilares:
- Processos documentados;
- Papéis bem definidos;
- Rituais de gestão;
- Dados centralizados;
- Monitoramento constante de KPIs.
Nesse sentido, o playbook de vendas é a ferramenta que une todos esses elementos em um único lugar. Por isso, se você quer transformar a performance do seu time comercial, comece pela organização.
Baixe gratuitamente nosso modelo pronto de playbook de vendas e dê o primeiro passo para construir uma operação que escala com consistência.
E se você quer centralizar dados, automatizar tarefas e ter visibilidade total sobre o funil, fale com o nosso time e conheça o CRM PipeRun na prática. A organização que seu time precisa começar com as ferramentas certas.
Até o próximo artigo!
Perguntas Frequentes
O que é um time de vendas?
Um time de vendas é o grupo de profissionais responsável por prospectar clientes, conduzir negociações e fechar contratos em uma empresa. Em operações B2B, esse time geralmente é composto por diferentes papéis como SDRs (pré-vendedores), closers (vendedores), account managers e coordenadores comerciais.
O que uma equipe de vendas faz?
Uma equipe de vendas é responsável por gerar receita por meio da prospecção de novos clientes, qualificação de leads, reuniões comerciais, apresentação de propostas e fechamento de contratos. Além disso, o time também atualiza o CRM, participa de rituais de gestão, monitora indicadores de performance e trabalha com o pós-venda.
O que são rituais de gestão comercial?
Rituais de gestão comercial são reuniões estruturadas e recorrentes que organizam a rotina do time de vendas. Os principais são: daily (reunião diária de 15 minutos para alinhar prioridades do dia), weekly (reunião semanal para revisar números e ajustar estratégias) e 1:1 (conversa individual entre gestor e vendedor para desenvolvimento e feedback).









