Histórico de vendas: por que a planilha para de dar conta?

Profissional em escritório tecnológico consulta histórico de vendas em CRM, com linha visual azul que reúne interações, propostas e compras do cliente.
Fausto Reichert
Especialista em crescimento de empresas de tecnologia e cofundador da PipeRun. Com mais de 20 anos de experiência, ajudou centenas de empresas e vendedores a escalarem resultados com vendas consultivas B2B.
Sumário

Resumo do artigo:

Histórico de vendas é o registro organizado de interações, propostas, compras e motivos de ganho ou perda de um cliente ao longo do tempo;

Sem histórico registrado, uma oportunidade de upgrade passa despercebida e uma disputa sobre o que foi prometido depende só da palavra de quem atendeu;

Conteúdo indicado para pequenas e médias empresas que ainda organizam vendas em planilha ou de forma manual e querem entender quando migrar para um CRM de vendas.

Histórico de vendas é o registro de tudo o que já foi combinado, comprado e conversado com um lead ou cliente ao longo do tempo. Ele existe para que ninguém precise depender da memória de quem atendeu antes.

Segundo o Sebrae, negócios em crescimento sem controle de vendas organizado tendem a perder informações de clientes ao longo do tempo. Essa perda atrasa decisões comerciais e cria retrabalho no atendimento. Isso vale tanto para quem já usa CRM quanto para quem ainda trabalha em planilha.

Quando um vendedor sai da empresa, o histórico de vendas que ficou só na cabeça dele some junto. Desse modo, o próximo vendedor precisa recomeçar do zero com o mesmo cliente, sem saber o que já foi combinado.

Pensando nisso, explicamos o que compõe um histórico de vendas completo, como montar um sem CRM de vendas e como ele funciona dentro do sistema.

 

O que é histórico de vendas?

Histórico de vendas é o conjunto de registros sobre as negociações, compras e interações de um cliente com a empresa, organizado por ordem de data. Ele reúne o que foi proposto, o que foi negociado, o que foi comprado e os motivos por trás de cada decisão, seja ela ganha ou perdida.

Diferente de um relatório de resultado, que mostra o total vendido em um período, o histórico de vendas conta a sequência de cada relação com um cliente específico. Ele responde perguntas como: 

  • O que essa empresa já contratou antes; 
  • Quem conduziu a negociação anterior;
  • As promessas;
  • O que ficou pendente.

Para pequenas e médias empresas, o histórico de vendas costuma ficar espalhado entre e-mail, WhatsApp e a memória de quem atendeu. O arranjo funciona enquanto o time é pequeno e o volume de clientes é baixo. Porém, conforme a base cresce ou um vendedor sai da equipe, essa informação some junto com a pessoa que a guardava.

 

O que compõe um histórico de vendas completo? 

Um histórico de vendas raso costuma registrar só o valor fechado. Porém, para ser útil de verdade, ele precisa reunir diferentes tipos de informações sobre cada cliente: 

Tipo de registro Exemplo Por que registrar?
Interações Ligações, e-mails e mensagens trocadas Evita repetir pergunta que o cliente já respondeu antes
Propostas enviadas Valor, condição e data de cada proposta Mostra o que já foi oferecido, mesmo em negociações antigas
Motivo de ganho ou perda Justificativa registrada em cada oportunidade encerrada Ajuda a identificar padrão de objeção e ajustar abordagem
Compras anteriores Produto ou serviço, valor e data de cada compra fechada Sustenta upsell e cross-sell com base em comportamento real
Responsável pela negociação Vendedor que atendeu em cada etapa Preserva contexto quando há troca de responsável pela conta

Sem pelo menos esses 5 pontos, o histórico de vendas vira uma lista de valores sem contexto. Ele mostra quanto foi vendido, mas não explica por quê.

 

Como montar um histórico de vendas sem CRM?

É possível começar a organizar histórico de vendas em uma planilha, principalmente para empresas que têm apenas um ou dois vendedores. Inclusive, o Sebrae disponibiliza modelos gratuitos de planilha de controle de vendas justamente para esse início.

Uma planilha funcional para histórico de vendas precisa de, no mínimo, quatro colunas fixas: nome do cliente, data da interação, o que foi tratado e o próximo passo combinado. Cada nova interação com o mesmo cliente entra como uma linha adicional, que mantém a ordem cronológica visível.

O limite aparece quando o volume de clientes cresce. Uma planilha não avisa quando um follow-up está atrasado, não mostra automaticamente em qual etapa cada negociação está e depende de alguém lembrar de atualizá-la depois de cada contato. 

Para poucos clientes, esse trabalho manual é possível até certo ponto. Mas conforme a base cresce, ele começa a falhar exatamente nos momentos em que o histórico faz mais diferença.

 

Do papel para o CRM: o que muda no histórico de vendas?

O CRM de vendas gera o histórico de vendas enquanto o vendedor trabalha, e não como uma tarefa extra depois do contato. Desse modo, cada ligação, e-mail e proposta entra automaticamente na linha do tempo daquele cliente.

No CRM PipeRun, o card de cada oportunidade carrega interações, propostas, motivo de perda e responsável em um único lugar. Assim, quando um cliente entra em contato de novo meses depois, o vendedor que atende abre o histórico completo antes de responder, em vez de perguntar de novo o que já combinaram.

O registro também protege a empresa quando há troca de vendedor. Afinal, o histórico continua na conta, não na cabeça de quem saiu.

 

Com histórico registrado x sem histórico registrado

A tabela abaixo resume o que muda na prática entre uma empresa que mantém histórico de vendas organizado e uma que não mantém:

Situação Sem histórico registrado Com histórico registrado
Troca de vendedor Cliente reconta tudo desde o início Novo vendedor consulta o histórico e segue a negociação
Oportunidade de upsell Ninguém lembra da última compra Compra anterior aparece direto no cadastro do cliente
Objeção repetida Time descobre o padrão só de memória Motivo de perda revela o padrão em poucos cliques
Disputa sobre o que foi prometido Depende da palavra de quem atendeu Proposta e data ficam registradas para consulta

 

Conclusão

Uma planilha de histórico de vendas resolve enquanto a base de clientes é pequena. O limite aparece na troca de vendedor, na oportunidade que passa despercebida ou na disputa sobre o que ficou combinado, exatamente nos momentos em que ninguém tem tempo de procurar em uma aba separada.

A tabela que trouxemos aqui compara esses dois cenários lado a lado. Por isso, vale usá-la como um teste rápido. Para cada linha, pergunte se aquilo já acontece na rotina do seu time, ou se ainda depende da sorte de alguém lembrar na hora certa.

No PipeRun, esse histórico fica registrado sozinho a cada interação, direto no card do cliente. Quer saber como isso pode funcionar no dia a dia do seu time? Então, fale com um de nossos consultores para ver como o CRM brasileiro reconhecido como um dos melhores para pequenas e médias empresas guarda esse histórico sem depender de planilha nem de memória de vendedor.

 

Perguntas frequentes sobre histórico de vendas

 

O que é histórico de vendas?

Histórico de vendas é o registro organizado de interações, propostas, compras e motivos de ganho ou perda de cada cliente, ao longo do tempo. Ele mostra a sequência da relação comercial, não só o valor total vendido.

 

Histórico de vendas é o mesmo que relatório de vendas?

Não. O relatório de vendas mostra o total vendido em um período. O histórico de vendas mostra a sequência de interações, propostas e decisões de um cliente específico, o que explica o resultado que aparece no relatório.

 

Por que o histórico de vendas se perde quando um vendedor sai da empresa?

Porque parte da informação costuma ficar registrada só na memória de quem atendeu, e não em um sistema acessível a outras pessoas. Sem esse registro central, o contexto da conta some junto com o vendedor.

 

O CRM substitui a planilha de histórico de vendas?

Para negócios pequenos, a planilha pode ser o ponto de partida. Conforme o volume de clientes cresce, o CRM de vendas assume a atualização automática do histórico durante o próprio atendimento, sem depender de alguém lembrar de registrar depois.

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