O que é IoT, Internet das Coisas?

10 min de leituraIoT: o que é Internet das Coisas, onde é aplicada e que futuro nos espera?

Você pode ainda não ter familiaridade com o termo IoT, mas não podemos negar que diariamente um volume gigantesco de dados cerca a nossa rotina por todos os lados.

Até porque, não temos como negar. A tecnologia assumiu um papel muito grande em nossa sociedade – e esse protagonismo só aumenta.

São inúmeras as possibilidades que ela nos fornece, e você sabe bem disso.

Mas, se pensarmos no conceito de IoT, temos que ir um pouco mais além.

A internet como conhecemos, são pessoas comunicando para pessoas. Embora haja diversos dispositivos e mecanismo, é essa a relação que prevalece.

A Internet das Coisas, por sua vez, traz peculiaridades que à primeira vista não são tão simples de entender.

Mas, afinal, o que é IoT? Quem criou esse termo e de que maneira isso é aplicado na sociedade?

Essas são questões que começaremos a elucidar a partir de agora, deixando também um questionamento: que futuro nos aguarda?

Quais são as possibilidades de aplicação e como poderemos ser impactos.

Vamos conferir a partir de agora.

Boa leitura!

O que é IoT, Internet das Coisas?

O que é IoT, a Internet das Coisas?

Internet das coisas, Internet of Things, IoT… você escolhe. Esse termo foi cunhado por Kevin Ashton.

O britânico foi um pioneiro por ter desenvolvido sensores onipresentes que, conectados ao mundo físico, trabalhavam na identificação da rádio frequência.

Todavia, o que ele criou se diferenciava dos elementos comuns da internet. As lacunas entre o mundo físico e o digital passaram a serem preenchidas.

Como?

É aí que a IoT se diferencia da internet que conhecemos. Ela dá uma voz digital para as coisas – a grosso modo.

Esse termo novo cria um sistema para conectar as coisas à internet. E faz isso com identificadores que dão a certeza sobre o contexto em que se está inserido.

O que isso significa? As coisas dão para as coisas, sem intermediação humana, informações de todo tipo que sejam relevantes para uma tomada de decisão – autônoma ou não.

Podemos chamar isso de “coisas tagarelas”. As coisas falam por conta própria e decidem o que fazer em cada situação diferente por ter um conhecimento prévio dentro delas.

Já temos isso presente em nosso dia a dia.

Por exemplo. Em alguns shoppings ou até mesmo estações de metrô, é possível controlar o funcionamento ou pausa da escada rolante para reduzir o consumo de energia.

Quando não houver alguém ao próximo da escada, ela para de funcionar até que uma nova pessoa pise em algum degrau.

Esse é um exemplo simples de aplicação de IoT. Outro caso clássico são os carros autônomos – que você certamente já viu notícias como essa sobre seus testes.

Mas, sobre isso, vamos aprofundar um pouco mais à frente.

Eficiência em todos os sentidos

A Internet das Coisas, mais do que tornar o dia a dia mais eficiente, ele traz novas perspectivas e formas de nos relacionar-mos com o mundo.

Pense no veículo autônomo. Com uma inteligência artificial aplicada, ele pode ler as informações do seu contexto e tomar decisões, de forma autônoma, para evitar um acidente.

O conhecimento que existe no mundo – oriundo inicialmente das pessoas – é repassado por meio da IoT.

As coisas transmitem para as coisas a melhor prática para cada situação a ser vivenciada.

Isso abre um leque de opções para a nossa sociedade. Novos modelos de negócios, de relacionamento do ser humano na sua vida profissional e pessoal.

Você já consegue pensar em algumas possibilidades agora?

A importância da IoT na sociedade hoje

Internet of Things: a importância da IoT na sociedade

A IoT traz formas inovadoras para as empresas não só organizarem processos, como também gerenciarem e monitorarem, de forma remota, suas operações.

As informações geradas pelas coisas chegam até gestores que podem, a partir dos dados recebidos, planejarem seus próximos passos.

Sem o uso da Internet das Coisas, as empresas teriam que ter um ou mais profissionais, em cada local monitorado, passando as informações relevantes.

Logo, a IoT agrega em custo mais baixo e precisão para quem gerencia à distância qualquer situação.

E, à medida que há um padrão de ação. Ou seja, que uma situação se repete muitas vezes e a decisão em cima dela é igual, pode ser dado à essa coisa autonomia para decidir sozinha o que fazer.

Pode passar despercebido aos nossos olhos no dia a dia. Mas especialmente dentro das indústrias, a aplicação da Internet das Coisas é uma realidade.

Os benefícios econômicos são grandes – bem como seu impacto em toda a cadeia produtiva e de distribuição.

Separamos, abaixo, alguns benefícios da sua aplicação dentro das indústrias.

Confira:

  • Em algumas fábricas, há um sistema de monitoramento automático. Ele, através de sensores, diagnostica manutenções pendentes e previne acidentes;
  • O mesmo monitoramento serve, por consequência, para definir o cronograma das equipes responsáveis por realizar a manutenção, por exemplo;
  • Há aplicações de IoT em estoque dentro de indústrias para avisar a algum gestor quais produtos ou peças estão em falta. Isso acaba auxiliando a tomada de decisão para que a empresa foque na produção das mesmas.

Essas aplicações, aliás, vão ao encontro do que entende-se por indústria 4.0.

Sobre esse último exemplo acima, pense em uma indústria que tem a sua fábrica em uma cidade específica, mas com centro de distribuição em outras.

Um monitoramento nesses centros dará à matriz as informações necessárias sobre aquilo que está em falta, de maneira muito mais ágil e assertiva.

Já em algumas cidades, com dados embutidos na infraestrutura, é possível gerenciar a coletiva de resíduos por parte das prefeituras.

É possível, também, alterar o funcionamento de semáforo, garantir a aplicação de leis, entre outros.

Internet das Coisas: tomar decisões de forma autônoma ou apenas auxiliar?

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O que o futuro nos reserva para a aplicação da IoT? Devem as coisas ajudar às pessoas a tomarem decisões ou elas podem, de maneira autônoma, decidirem o que fazer?

Dos exemplos que citamos anteriormente, ela serve como um recurso de auxílio valioso.

Podemos pensar em uma situação hipotética para expor as duas possibilidades presente no título deste parágrafo.

Imagine um viaduto onde há um sistema de monitoramento inteligente quanto ao estado de conservação.

Uma rachadura, em algum momento, foi encontrada.

Esse sistema pode fazer 3 coisas:

  1. Ele pode avisar apenas avisar a pessoa responsável pela manutenção sobre a rachadura – e ela decide o que fazer a partir daí;
  2. Ele pode avisar sobre o dano no viaduto e dizer que é necessário chamar uma equipe para reparo – mas convocar o time ficará à critério deste gestor;
  3. Ele pode, ao identificar a rachadura, autonomamente chamar a equipe de reparo imediatamente para o local para iniciar os trabalhos.

Dito isso…

Que comecem os debates!

O item 1 é simples: ele apenas emite um alerta de alguma irregularidade, mas sem fazer juízo de valor de urgência. O pessoa responsável é quem o fará;

O item 2 dá a urgência para o gestor e ele, com todo seu conhecimento adquirido sobre aquilo, definirá o quão grave é.

Em tese, ele é uma profissional preparado, com experiência e vivência em situações similares. Será, portanto, também em tese, a pessoa mais preparada para decidir naquele momento.

o item 3 pode despertar a maior polêmica. Se o sistema identificar a rachadura e mandar uma equipe lá, tudo bem. Mesmo que não seja grave, houve a prevenção.

Porém, se o sistema não julgar aquela fissura como algo grave? Ele irá decidir por não enviar uma equipe. Ok… Mas e se algo acontecer por falta de manutenção?

Se a viaduto porventura rachar, causar algum acidente, vir a desmoronar? Quem será responsabilizado?

Veja bem: não é uma questão de ter para quem “apontar o dedo”. São detalhes importantes que a lei ainda não é clara sobre.

O mesmo fato se aplica para as comportas de uma hidrelétricas.

Se elas não abrirem de maneira automática quando o nível da água chegar a um determinado nível, consequências ruins podem acontecer.

Estamos preparados para lidar com as responsabilidades de uma decisão feita exclusivamente pela IoT?

O que o futuro nos reserva?

Internet das Coisas: o futuro da IoT

Seria muita pretensão dizer, neste artigo, como será a aplicação da IoT na sociedade. As possibilidades são inúmeras.

É possível pensar basicamente a aplicação dela em quase tudo o que temos, vivemos, consumimos.

Podemos pensar, como boa prática no futuro, a co-criação. Áreas diferentes convergindo para dar às coisas ainda mais entendimento. A cultura DevOps, aliás, vai ao encontro disso.

Mas, voltemos aos exemplos dos carros.

Há alguns anos, a montadora Audi anunciou que os donos de alguns veículos, no Estados Unidos, poderiam saber se o semáforo estava para fechar ou não.

Isso acontece porque o automóvel troca informações, em tempo real, com a central de tráfego.

Com a localização atualizada, o carro recebe a notícia se o semáforo à sua frente está para fechar ou não.

Aí, cabe ao motorista decidir: freiar ou acelerar?

Da mesma forma, a Ford criou veículos que mapeiam constantemente a estrada. Numa dessas, ele identifica uma placa com o limite de velocidade.

Automaticamente ele diminui a potência do motor e reduz a velocidade do carro – se ela, claro, estiver acima do permitido.

Mas, em outro casos, apenas um alerta pode ser emitido, deixando o condutor decidir se deve reduzir ou manter o seu ritmo.

Mais autonomia

Então, respondendo à pergunta: o que o futuro nos reserva? Há certamente algumas tendências caso você queira deixar a imaginação fluir.

Podemos pensar em suas aplicações ainda mais presentes em:

  • automações residenciais;
  • veículos;
  • agricultura;
  • sustentabilidade;
  • administração de cidades, entre outros.

Mas, o que podemos dizer é: cada vez mais as coisas terão autonomia para decidir por conta própria qual será o próximo passo.

Toda a sabedoria humana, experiência em diversos contextos, melhores práticas, será cada vez mais repassado às coisas.

E essas coisas “tagarelas” decidirão, a partir de conhecimento prévio, qual a melhor alternativa para cada ocasião.

Agora, onde isso será aplicado? Como a legislação irá avançar? Como será a relação das pessoas com a IoT nos próximos tempos?

Bem, essas são perguntas que descobriremos aos poucos, certo?

E aí, como podemos te ajudar?

Se você ficou com dúvida sobre o que é Internet das Coisas ou quer saber mais sobre como a tecnologia pode impactar processos em sua empresa, fale com um consultor hoje mesmo.

Aproveite e leia dois artigos que ajudarão você a ter mais familiaridade com tecnologias para seus negócios.

O primeiro fala tudo o que você precisa saber sobre transformação digital. O que é, como aplicar e porque é fundamental para as empresas.

Já o segundo traz alguns ensinamentos que o SXSW traz para os próximos anos – especialmente quando o assunto é vender.

Boas vendas!

Um abraço do PipeRun, o seu CRM. #RunPipeRun

Equipe de Redação
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