Tomada de decisão: como agir da melhor maneira?

10 min de leituraTomada de decisão: os cuidados que os gestores precisam ter nesta hora

A tomada de decisão é um momento que exige o máximo de cuidado por parte de gestores em qualquer setor ou situação dentro de uma empresa.

Escolhas equivocadas ou até mesmo apressadas podem determinar o sucesso ou o fracasso de alguma venda ou até mesmo do negócio como um todo.

Por outro lado, se o processo interno está ajeitado, se as etapas para a tomada de decisão são cumpridos, há uma enorme chance de melhor os resultados a partir dessa escolha.

Seja qual for o assunto ou a situação, tomar decisões exige e sempre exigirá muita calma e cuidado. Até porque, invariavelmente essa tomada de decisão envolverá custos financeiro e pessoas – ou ambos.

Razão e emoção. Escolher entre tantas alternativas. Definir o futuro de uma ou muitas pessoas, de uma empresa grande, média ou pequena. Tomar decisões não é uma tarefa fácil e você precisa estar calmo e cercado de todas as informações para tal.

Neste artigo, falaremos sobre a importância de cumprir essa missão com o maior cuidado possível. Elencamos alguns fatores que não podem ser negligenciados para que essa tarefa ocorra da melhor maneira possível e que todos possam ter a melhor experiência.

O intuito aqui é facilitar um pouco o processo de tomada de decisão que, por mais que adiemos, se tornará inevitável em vários momentos de nossa vida. Seja ela profissional, seja ela pessoal.

Fique com a gente.

Boa leitura!

Serenidade em meio ao caos: tomando decisões dentro das empresas

Ok, sabemos que nem sempre a palavra “tempo” está presente em momentos em que é preciso agir rápido e decidir. Há situações que exigem pensamento rápido e não podemos negligenciar isso.

Porém, para que isso ocorra da melhor forma, esteja sempre inteirado daquilo que envolve você. Se você precisa decidir rapidamente onde investir a verba do seu setor, esteja consciente de quanto há disponível e qual a necessidade número 1 existente.

Pessoas e números. Quando falamos de um líder de vendas, por exemplo, é fundamental que ele tenha mentalizado esses dois fatores. A tomada de decisão envolve pessoas e, por isso, a responsabilidade de quem faz é muito grande.

É uma virtude a capacidade de decidir de maneira segura em meio ao “caos”. Serenidade e assertividade são sinais fortíssimos de um grande gestor. E se conseguir engajar todos em volta de decisão tomada, sem dúvida estamos falando do cenário mais positivo de todos.

Porém, muitas lideranças não são natas. Quando falamos de um gerente de vendas, um coaching pode ser a saída para que o melhor de cada um possa ser estimulado e externado.

Mais do que isso. Desenvolver novas capacidades, lidar com frustrações e ganhar mais confiança são ganhos que esse treinamento poderá trazer.

Afinal, quanto mais seguro for o gestor, mais fácil será a tomada de decisão, de maneira serena, em meio a qualquer dificuldade que se apresentar.

Dentro destes cenários, é possível seguir dois caminhos, de um modo geral.

Serenidade para a tomada de decisão

O intuitivo

É a decisão que expõe muito mais os valores do responsável pela decisão do que o lógico. Afinal, é um processo de dedução e que envolve emoções e, em tese, ocorre em situações menores, sem tanto risco envolvido.

Instinto e experiência, nessas ocasiões, são essenciais e pesam decisivamente para a decisão ser tomada.

O lógico

É o momento de ser objetivo. Gestores que enxergam seus negócios de forma racional e sistêmica tendem a tomar decisões desta maneira, seja qual forem elas.

Analisa-se e leva-se em conta, com calma, os possíveis desdobramentos que cada escolha oferece para, no fim, decidir o que fazer.

Os diferentes tipos de tomada de decisão existentes

Antes de entendermos fatores que contribuem para decisões mais assertivas, precisamos entender seus diferentes tipos. Até porque, nem sempre (ou quase nunca) teremos o cenário perfeito para decidir o futuro de algo ou alguém.

Herbert Simon foi um pesquisador nos campos de informática, administração pública, sociologia econômica, psicologia cognitiva e filosofia. Natural de Milwaukee/EUA, ele foi o responsável por criar a chamada Teoria da Decisão que envolve matemática, filosofia e estatística.

Sendo assim, segundo ela, as tomadas de decisões dividem-se em:

Programadas

Conforme Simon, as decisões programadas são todas aquelas que se repetem no dia a dia. Quando esses momentos surgem, por serem rotineiros, facilitam a tomada de decisão que, em muitas vezes, segue o mesmo processo e resultado final.

Assim, fica fácil repetir ações previamente feitas e que já mostram como serão os desdobramentos. É repetitivo e ao mesmo tempo seguro.

Exemplos? Manutenções de equipamentos, compras com fornecedor, cessão de descontos a clientes, entre outros.

Semiprogramadas

São decisões que, embora previsíveis e rotineiras, contam com um ou outro fator que foge da rotina. Ou seja, apenas parte da questão já tem ações realizadas e, outra, precisa de uma tomada de decisão nova.

Exige, então, que o gestor use suas habilidades, seu conhecimento empírico para decidir.

Exemplos? Comprar de um fornecedor que aumentou o preço em relação à última compra. Vale a pena mantê-lo ou busca-se um novo?

Ou, então, o cliente não pagou o boleto no prazo estabelecido e pediu um pouco mais tempo. Você concede ou recusa. Se conceder, isso pode virar um hábito. É saudável que isso ocorra?

Não-programadas

Simon explica as decisões não-programadas como toda a experiência, situação nova, que nunca aconteceu com a pessoa ou com a empresa.

Logo, não há ações nem práticas já feitas e resultados conhecidos. É a hora de decidir baseado naquilo que se conhece e se acredita.

Intuição ou razão dependerá do grau de complexidade que a missão envolve.

Exemplos? O fornecedor simplesmente não entrega o que foi contratado e isso atrasa toda sua produção e suas vendas. O que fazer se isso nunca ocorreu antes? Pedir mais prazo para os clientes, contratar emergencialmente outro fornecedor? Mas você sabe onde encontrar? Há verba para isso?

São questões que precisam ser solucionadas e tempo nem sempre é algo que você possui.

Tomada de decisão: a teoria da decisão

5 fatores para uma tomada de decisão assertiva nos seus negócios

Programadas, semiprogramadas ou não-programadas, não importa. Para tomar decisões de maneira correta, é preciso levar em conta alguns fatores.

Seja na vida pessoal, seja na vida profissional, não é possível levar coisas importantes adiante de maneira impulsiva. Decidir sempre irá envolver riscos financeiros e/ou emocionais de quem está envolvido.

Por isso, separamos 5 pontos que você deve prestar atenção na hora da tomada de decisão.

1 – Esteja o tempo inteiro informado de tudo

O futuro da sua empresa é muito importante e você sabe disso melhor do que ninguém. Por isso, tomar decisões não pode ser algo que você faça apenas na base da intuição.

Ela é importante em alguns momentos, sim, mas não pode ser o norte dos seus negócios. Para tomar decisões de maneira segura, é preciso cercar-se de todas as informações possíveis, e o quanto antes!

Pesquise. Estude. Converse. Compartilhe conhecimento. Escute.

Se sua ideia é expandir seus negócios, por exemplo, faça pesquisas de mercado, entenda descubra o perfil do cliente ideal, mapeie as necessidades dele e as oportunidades do segmento.

Municie-se. Não ignore essa etapa do processo para tomada de decisão. O primeiro passo é o mais importante na caminhada. E começar errando pode ser um destino sem volta.

2 – Liste as opções e seus desdobramentos

Prós e contras listados em um papel ou um quadro, de maneira visual. Fazer isso pode ajudar você a tomar de maneira mais assertiva alguma decisão.

A ideia aqui é não deixar nada escapar. Liste todos os desdobramentos possíveis. Projete como será o futuro imediato dos seus negócios se você seguir pelo caminho A, pelo B, etc.

Use todos os dados que você tem a seu favor.

Digamos que você tem que decidir algo acerca do seu time comercial, por exemplo. Aproveite as informações que você tem no seu sistema de vendas, como um CRM de vendas, para ser justo na hora de decidir.

Assim, você contribuirá para uma rotina de vendas muito mais saudável na sua empresa. Seus negócios agradecem!

3 – Olhe de fora

Quando estamos “mergulhados de cabeça” em algo, muitas vezes deixamos escapar questões importantes. Afinal, acabamos nos envolvendo demais, vivendo intensamente aquilo e focando em menos coisas do que deveríamos.

Faça um exercício breve de distanciamento. Olhe de fora. Observe o cenário de forma mais panorâmica. Sim, nem sempre se tem tempo para isso, mas sempre que der, coloque esse hábito em prática.

Isso vai ajudar você a ter insights valiosos. Pensar com calma, analisar, notar o comportamento de pessoas ou do próprio segmento darão mais tranquilidade na hora de decidir.

Olhar de fora ajuda a tomada de decisão

4 – Aconselhe-se com quem sabe mais do que você

Reconhecer que você não sabe tudo é importantíssimo para uma tomada de decisão assertiva. Não tem nada de errado em ter humildade e procurar aconselhamento com quem sabe mais do que você, seja de gestão, seja da parte técnica.

Você precisa fazer o que é melhor para a empresa e quer realizar isso da melhor maneira possível para todos.

Procure influenciadores dentro da empresa para resolver problemas internos e fora para conseguir fazer com que seus negócios cresçam e tenham melhores resultados.

Identifique em sua rede de contatos quem pode ser positivo para a empresa. Não tenha medo de ir atrás de pessoas que você julga que podem ajudar. O “não” você já tem, certo?

Converse, busque opiniões, descubra as melhores práticas, compartilhe suas dores com profissionais que você entende que são referência.

Tudo é válido para municiar você a tomar de decisões, sempre que for possível, da melhora maneira, avaliando tudo o que está envolvido.

5 – Não perca o tempo que você não tem

Discussões e mais discussões. Reuniões e mais reuniões. Tudo bem que você não quer errar na escolha que for fazer, mas há práticas totalmente improdutíveis. Atrapalham bem mais do que ajudam.

Evite debates longos e reuniões enfadonhas. Isso só alongará o processo da tomada de decisão. Irá desgastar todos os envolvidos que possivelmente não terão mais paciência para ter o cuidado necessário. Podem optar pela solução mais rápida para se livrar logo do problema.

E isso simplesmente não pode acontecer.

Defina um tempo para a discussão do problema. Uma hora pode ser suficiente. Determine um tempo para cada um falar e registre tudo para que não se repita o que já foi dito. Aplique métodos ágeis e busque a solução rápida e assertiva das coisas.

Desta maneira, você terá muito mais segurança para tomar decisões que afetem positivamente a todos dentro de sua empresa.

E aí, como podemos te ajudar?

Se você tem problema com tomada de decisão dentro da sua empresa ou ficou com dúvida sobre o texto, fale com um consultor hoje mesmo.

Aproveite e leia dois artigos que podem ser úteis para você.

O primeiro fala da metodologia 5S, que pode ajudar sua empresa a saber qual rumo tomar.

Já o segundo aborda sobre o que é análise SWOT ou matriz SWOT. Ela contribui para o planejamento estratégico e auxilia gestores e decidirem sobre os rumos dos negócios.

Boas vendas!

Um abraço do PipeRun, o seu CRM. #RunPipeRun

Equipe de Redação
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