O que é Balanced Scorecard (BSC)?

8 min de leituraO que é Balanced Scorecard (BSC) e como ele ajuda a gestão das empresas?

Entender o que é Balanced Scorecard (BSC) é fundamental para se ter uma visão estratégica dentro de qualquer negócio.

Os desafios de quem empreende são muitos – alguns conhecidos e outros que podem surgir quando menos esperamos.

Você melhor do que ninguém sabe do que sua empresa precisa para crescer e ser cada vez mais referência no segmento em que atua.

Por isso que cercar-se de elementos que ajudem a ter uma visão mais clara de qual caminho deve ser seguido é tão importante.

Satisfazer clientes, gerir times internos e externos, ficar à frente da concorrência, vender mais e melhor…

São diversas as missões para quem empreende e a margem para erro é sempre pequeno – para não dizer zero.

É neste sentido que o Balanced Scorecard foi criado. Ele é uma poderosa ferramenta de gestão dentro das organizações. E você precisa estar ciente disso.

Neste artigo, falaremos sobre o que é BSC, qual sua origem e porque ele é um aliado poderoso das empresas.

Além disso, mostraremos como ele pode ser aplicado para você assimilá-lo melhor.

Combinado?

Boa leitura!

Balanced Scorecard: o que é e de onde surgiu?

O que é Balanced Scorecard?

O conceito de Balanced Scorecard inicia por uma quebra de paradigmas, por assim dizer. Ele propõe que as empresas tenham uma visão mais macro sobre métricas importantes para avaliação dos negócios – não só financeira.

Tanto que a sigla BSC, traduzindo livremente do inglês, podemos entender como Indicadores Balanceados de Desempenho.

Dito isso, seu entendimento se dá por ser um conjunto de metas e objetivos que dão uma visão clara, abrangente e também veloz da empresa à todos que nela estão.

E aí, não importa o nível hierárquico (nisso, já entramos nos benefícios deste conceito). Qualquer colaborador pode e deve ter essa clareza estratégica.

A intenção é defini-los e, a partir daí, iniciar um plano de ação que tem como intuito gerir melhor os negócios.

Como citamos, o aspecto contábil é só um dos fatores a serem levados em consideração para saber se a empresa vai bem ou vai mal.

Trata-se, sim, de uma boa prática de gestão empresarial o uso desta ferramenta. Isso porque ele é um facilitador que ajuda a traçar, desenvolver e avaliar os objetivos comum dentro de uma organização.

Mas, não só metas coletivas.

O uso da ferramenta é amplo e gestores podem usá-la para uma avaliação de desempenho, pagamento de comissão de vendas após estipular metas individuais, planejamento estratégico e todo tipo de insight relevante aos negócios.

É assim que o BSC funciona, dando indicadores específicos que ajudam à tomada de decisão por parte dos gestores, reduzindo o risco de erros.

Descrição, monitoramento e gerenciamento. Guarde bem essas 3 palavras.

Elas são os passos essenciais para a construção de uma gestão eficiente e que faça bem à cultura organizacional de qualquer empresa – não importa o seu porte.

Quem disse isso? Você já vai ver…

A origem do BSC

Essa ferramenta foi criada no Estados Unidos. Mais precisamente no ano de 1992 na Harvard Business School em um artigo acadêmico. Embora o seu conceito tenha sido oficialmente reconhecido 6 anos depois.

Os responsáveis por ele? Robert Kaplan e David Norton que, àquele momento, eram apenas pesquisadores. Eles que definiram os 3 passos essenciais para uma gestão eficiente.

A intenção deles era mostrar uma prática melhor das que as atuais à época tanto para medir resultados e como para definir objetivos individuais e compartilhados.

A diferença do que eles lançaram para o que já existia foi o que você já leu no trecho acima: a presença de vários indicadores.

O artigo causou uma espécie de revolução por ter mostrado às empresas o quão errado elas estavam em avaliar sucesso ou fracasso unicamente levando em conta critérios financeiros.

O foco no cliente começou a aparecer como ponto chave neste momento. A satisfação do cliente e a qualidade na entrega do produto ou serviço ganharam um destaque muito maior.

Esse artigo rendeu, posteriormente, 5 livros. O conceito original de Balanced Scorecard se mantém, mas a sua aplicação já ocorreu em diversas situações.

É, portanto, algo em constante mutação, até mesmo evolução.

As perspectivas do Balanced Scorecard

Balanced Scorecard (BSC): perspectivas

Para entender porque o BSC é tão utilizado e por qual razão fez e ainda faz tanto sucesso, precisamos falar sobre as perspectivas que ele abrange.

São elas:

  1. De finanças;
  2. Do cliente;
  3. De processos internos;
  4. De aprendizado.

Dito isso:

1 – Perspectiva de finanças

  • Como nos vemos e o que devemos fazer para que nossos acionistas estejam satisfeitos?

A primeira perspectiva serve como análise do impacto das decisões tomadas. Mas, mais do que isso, é preciso ter estabelecidos metas financeiras de longo prazo.

Eles estarão, assim, conectados a um plano de ação que englobará: processo financeiro, sucesso do cliente, assertividade de processos internos e colaboradores com motivação em alta para um resultado que seja positivo.

É importante ter esses elementos claros e bem definidos para poder reportar aos acionistas aquilo que realmente está acontecendo.

O Balanced Scorecard não propõe deixar de lado o aspecto financeiro. A diferença é que ele é apresentado levando em conta a soma de muitas outras variáveis relevantes.

2 – Perspectiva do cliente

  • Como o cliente enxerga a nossa empresa?

O sucesso do cliente precisa estar em primeiro lugar dentro de qualquer negócio. E precisa ser levado a sério como um indicador importante de performance corporativa.

É preciso saber como está a presença da empresa em relação ao mercado. Seus clientes estão satisfeitos? Você está fazendo melhor do que a concorrência?

Entender a fatia que se tem dentro da segmentação de mercado. Saber como está a retenção e captação de clientes, satisfação dos consumidores, rentabilidade dos negócios… tudo isso é importante.

Enfim, o que seus consumidores falam de você?

Neste momento, é importante ter um bom relacionamento com o cliente. Amplo e duradouro.

Rode a uma pesquisa NPS para fazer se for necessário. Assim você poderá ter as respostas que precisa e focar esforços em melhorar sempre.

3 – Perspectiva dos processos internos

  • Como melhorar o nosso modus operandi?

O Balanced Scorecard (BSC)

O bom andamento dos processos internos é algo que não pode ser ignorado. Até porque, como conseguir bons resultados trabalhando mal?

Ou, como conseguir crescer, vender mais e melhor, se a produtividade no dia a dia de trabalho está aquém do desejado?

Foque na qualidade dos processos realizados e como isso pode ser aprimorado. O objetivo aqui é satisfazer clientes e acionistas.

A transformação digital é algo importante para as empresas produzirem mais ao mesmo tempo em que reduzem custos.

O foco é no constante aprimoramento e há 3 características para tal, segundo Kaplan:

  1. Inovação – focado em atender as necessidades da persona do negócio, sempre com uma visão no futuro;
  2. Operação – aprimorar as ferramentas e recursos disponíveis aos colaboradores no dia a dia de trabalho;
  3. Pós-venda – o customer success é essencial para a reputação da empresa: o que fazer para o cliente ter a melhor experiência possível?

4 – Perspectiva de Aprendizado

  • De que forma cresceremos e entregaremos valor?

Investir nas pessoas é igualmente importante. Coaching, treinamentos, cursos… onde está o gargalo que nos impede de ir além?

A perspectiva de aprendizado diz respeito àquilo que é essencial para a satisfação dos colaboradores.

Aspectos financeiros são importantes e não podem ser ignorados.Mas, é importante refletir além dele:

Como vencer a falta de motivação, por exemplo? Como promover uma mudança de atitude no trabalho?

É preciso ter pessoas engajadas para conseguir ser ter sucesso em todas as perspectivas relevantes.

Mais do que isso, ter um ambiente que seja positivo, que contribua para que as pessoas consigam dar o melhor de si para a empresa.

Busque, portanto, ações para:

  • reduzir a rotatividade de colaboradores;
  • qualificar os profissionais em todas as áreas;
  • ter colaboradores satisfeitos e engajados.

O BSC na prática em 4 passos

Como fazer o Balanced Scorecard (BSC)

Agora que você já entender o que é Balanced Scorecard e como ele funciona, vamos entender como tirar do papel e colocá-lo na prática.

O foco você sabe bem quais são: uma melhor gestão que entregue valor para clientes, acionistas e colaboradores.

Por isso, separamos 4 passos para levar o BSC da teoria à prática.

Assim, você entenderá como é possível criar esse conjunto de objetivos e traçar um plano de ação a partir daí.

Mas antes, precisamos alertar para um ponto importante:

  • O Balanced Scorecard é meio, não fim. O que isso quer dizer?
    Ele é um auxiliar para a implementação da estratégia, e não a solução para o problema. É partir dele que os pontos começarão a ser corrigidos.

Dito isso, vamos adiante:

1 – Tenha clara a estratégia da empresa

A primeira coisa é ter clara as estratégias da empresa – não só para gestores como para, principalmente, os colaboradores.

É essencial para que todos tenham consciência do que está em jogo.

Entenda: o planejamento do que fazer se dá a partir do BSC – isso precisa ficar claro para você.

Essas ações podem e devem ser definida de maneira colaborativa. Até porque, é essencial ouvir os profissionais que têm conhecimento técnico em suas áreas.

É uma maneira muito mais assertiva de conseguir atingir com êxito as 4 perspectivas.

Com uma visão clara, com todos de acordo, um plano que faça sentido dentro da missão, visão e valores da empresa é possível ter sucesso na hora da prática.

2 – Comunique para engajar

Durante o processo, a comunicação é essencial. Os gestores – quem estará à frente das ações, por óbvio – precisam comunicar-se com os seus colaboradores.

Isso é completamente essencial para engajar e manter os times motivados em buscar dos objetivos.

Sem ser horizontal, sem ter uma comunicação eficaz, o que foi pensado não terá o efeito necessário.

Policie-se para sempre comunicar sobre novos passos, avanços, problemas, entre outros.

Você quer que as pessoas “vestiam a camisa” da empresa? Então mostre que elas também são parte fundamental da estratégia, não só da operação.

3 – Planeje a ação e cumpra o planejamento

O Balanced Scorecard (BSC) auxilia o planejamento

O êxito está – e muito – na disciplina com que as coisas saem do papel e começam a acontecer.

Planejar é importante e precisa ocorrer com todos os cuidados e levando em conta todos os aspectos. Sim.

Mas de nada adiantará se um cronograma de ações não for definido e tampouco cumprido.

Controle também o orçamento – afinal, a empresa certamente precisará despender uma quantia em dinheiro para conseguir realizar o que idealizou.

Garanta que haja verba para os recursos necessários, realoque verbas se isso fizer sentido. Tenha o controle para poder monitorar e gradativamente crescer.

4 – Monitore, aprimore e reporte

Monitoramento. Tão importante para entender se o que você está fazendo funciona. É preciso ter essa percepção o quanto antes para até mesmo não perder dinheiro.

O feedback é também essencial para dizer, a quem está no operacional, o quão alinhado ou não o seu trabalho está com as expectativas da empresa.

Aprimorar e reportar.

Somente estando perto dos colaboradores é possível ter êxito em atingir os objetivos.

A diretoria precisa estar empenhada – ela é o espelho para quem está hierarquicamente abaixo.

A liderança tem que ser positiva e por exemplos para que seja verdadeiro o engajamento e entendimento de todos.

É assim que se promove a mudança. Com controle, disciplina, colaboração e valorização de todos que estão na empresa.

Se isso acontecer, pode ter certeza que seus negócios estarão muito mais perto de prosperarem do que de fracassarem.

E aí, como podemos te ajudar?

Se você ficou com dúvida sobre o que é BSC ou tem alguma “dor” na gestão da sua empresa, fale com um consultor ainda hoje.

Aproveite e leia dois artigos que podem ajudar seus negócios a serem melhor todos os dias.

O primeiro fala sobre uma ferramenta de gestão igualmente importante, o 5w2H.

Já o segundo sobre como o Diagrama de Ishikawa faz com que as empresas identifiquem e corrijam suas defecções.

Boas vendas!

Um abraço do PipeRun, o seu CRM. #RunPipeRun

Equipe de Redação
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