Prince2 é um método de gestão de projetos baseado em princípios, práticas e processos que organizam o trabalho por etapas controladas. Ele define papéis, critérios de decisão e tolerâncias para prazo, custo, escopo, qualidade, risco e benefícios, podendo ser adaptado ao porte e ao contexto de cada projeto.
Organização, tanto na vida pessoal como na vida profissional é fundamental. Lidar com demanda, prazos e expectativas é uma responsabilidade grande.
Quando transferimos isso para o contexto de uma empresa que lida com clientes, isso se torna ainda mais essencial. Afinal, sem consumidores, uma marca não é nada.
Gerenciar projetos, fazê-los de maneira inteligente e assertiva é uma questão estratégica para qualquer negócio. Mas não apenas para manter a base atual de clientes.
Quem é preciso nesta missão tem, sem dúvida alguma, um diferencial competitivo importante e, aí sim, começa a pavimentar um caminho de crescimento.
A metodologia Prince2 ajuda as empresas neste sentido. Ela dá as orientações precisa e as boas práticas para tornar essa tarefa muito mais fácil no dia a dia.
O artigo de hoje fala sobre o que é essa ferramenta, quais as vantagens, a estrutura e as melhores práticas para gerir projetos internamente em uma organização.
Fique com a gente e confira.
Boa leitura!
O que é Prince2?
Prince2, ou PRojects IN Controlled Enviroments (Projetos em ambientes controlados), é uma metodologia voltada para o gerenciamento de projetos.
Seu objetivo é auxiliar todos os envolvidos em qualquer tipo de projeto – independente do porte e do ambiente em que estejam inseridos.
O intuito é assegurar as melhores práticas para que sejam cumpridas as necessidades de qualidade, custos, escopo, riscos, escalar e benefícios.
Tanto é que a sua origem se deu por conta de uma ampla consulta a partir do conhecimento empírico de dezenas e dezenas de empresas.
Por ser uma metodologia padronizada, ela auxiliar que uma ou mais empresas consigam trabalhar de maneira inteligente e direta em um mesmo projeto.
É, sem sombra de dúvidas, algo que ajuda muito na produtividade e também motivação de todos os envolvidos – algo fundamental na gestão de projetos.
Sua origem nos remete ao ano de 1989. Ela foi criada pela CCTA (Agência Central de Computação e Telecomunicações).
Originalmente, a metodologia foi baseada no PROMPT. Esse é um método para gerenciar projetos criado pela Simpact Systems Ltd em 1975.
A CCTA, em 1979, acabou adotando-a e, através dela, estabeleceu um padrão para todos os projetos do sistema de informação do governo da Grã-Bretanha.
Origem e certificações do Prince2
A versão atual, PRINCE2 7, mantém sete processos e amplia a atenção a pessoas, sustentabilidade, dados e adaptação ao contexto. As certificações oficiais são oferecidas pela PeopleCert nos níveis Foundation e Practitioner.
Em sua evolução histórica, o método também esteve ligado ao Office of Government Commerce, antes da estrutura atual de certificação.
Prince2 Foundation
Esta certificação que confirma que o profissional possui conhecimento e está apto a utilizar adequadamente a metodologia.
Prince2 Practitioner
Um nível acima, a credencial diz que o profissional tem conhecimento para usar e adaptar o método a qualquer tipo e complexidade de projetos.
Para tê-la é preciso possuir anteriormente a Prince2 Foundation.
As 5 características do Prince2
Para entender melhor o que é essa metodologia e como ela funciona, precisamos observar as 5 características principais que a metodologia tem.
São elas:
- Mudança – os projetos introduzem inevitavelmente mudanças e visam a melhoria de algo para os envolvidos;
- Temporariedade – sempre deverá ter um começo e um fim para o projeto. Este deve terminar tão logo a última etapa ocorra. Manutenções não são consideradas aqui;
- Interfuncionalidade – o projeto envolve pessoas e áreas diferentes e exige profissionais experientes e que saibam trabalhar de maneira conjunta;
- Exclusividade – cada projeto sempre será exclusivo e único, pois haverá peculiaridades que o fazem diferente dos demais;
- Incerteza – os interessados no projeto podem ter opiniões que divirjam e reflitam em aspectos como custos, prazo, entre outros.
Benefícios do Prince2 para as empresas
Organizar-se e focar em ser produtivo e agir dentro das melhores práticas. Embora gerir projetos não seja uma ciência precisa – e o Product Owner sabe bem disso – é fundamental ter disciplina.
A aplicação da metodologia é algo que uma boa prática de intraempreendedorismo pode trazer às empresas.
E, a partir daí, os benefícios podem ser vistos.
1. Aprimoramento constante
Por ser uma metodologia que é utilizada há 3 décadas pelo menos, o método seguiu em constante evolução.
O feedback que se obteve historicamente fez com que o Prince2 se tornasse de fato o guardião das melhores práticas.
Por conta disso, sua aplicação contínua garante, às empresas, um aprimoramento constante e que poderá ser replicado em diversos contextos – até mesmo na vida pessoal.
2. Aplicação fácil
Qualquer tipo de projeto, em qualquer lugar e em qualquer empresa pode ter a metodologia atuando.
Ou seja, o Prince2 está presente desde pequenas coisas como preparar uma reunião até ao desenvolvimento de um software.
As melhores práticas podem ser aplicadas em todos os momentos e servem para guiar as pessoas para um caminho mais assertivo na hora de trabalhar.
3. Prestação de contas
Todas as pessoas envolvidas no projeto precisam ter bem claras o que se espera delas. Isso é uma boa prática para a gestão administrativa de qualquer negócio, aliás.
Quando falamos de projeto, com prazos e custos, então, nem se fala. Afinal, é preciso verificar se cada um cumpriu aquilo que estava incumbido de fazer.
Ajuda, também, a comprovar o ROI durante a gestão – sem esperar que o projeto termine para saber se o retorno foi o desejado.
Se, em qualquer etapa se notar que o retorno esperado já não poderá ser atingido, o projeto deve ser, então, interrompido.
4. Gestão de problemas
A metodologia, por usar o Gerenciamento por Exceção, consegue lidar com problemas que inevitavelmente aparecerão durante um projeto.
Esse gerenciamento, aliás, permite que o nível superior gerencia o inferior, otimizando assim as etapas.
Claro que há uma margem de tolerância. E, se ela for ultrapassada, deve haver um projeto específico para combater esta defecção.
A Teoria das Restrições, aliás, pode servir de ferramenta complementar para identificar e solucionar problemas que apareçam.
O Prince2 beneficia as pessoas
Não só as empresas podem tirar vantagens da aplicação do método. Na vida pessoal isso também ocorre.
Serve para pessoas que:
- procuram desenvolver habilidades diversas (especialmente na gestão de projetos);
- gerenciar equipes;
- desenvolver skills para trabalhar em conjunto com outras pessoas.
Ter essa metodologia presente no dia a dia traz mais eficiência e eficácia para o dia a dia de trabalho e também para desafios que a rotina impõe.
Qualificam, também, qualquer profissional que visa ter melhores perspectivas de emprego ou então galgar cargos dentro da empresa que já está.
Os 7 princípios, temas e processos do Prince2
Princípios, temas e processos guiam a metodologia Prince2. Diferente de outras metodologias como a Scrum, essa não irá dizer exatamente o que fazer.
Falará, sim, das melhores práticas, de requisitos e dos “termos” em que o trabalho precisa ocorrer.
Por isso é tão importante entender como ela funciona e, acima de tudo, o que ela comporta.
Sabendo isso, você será capaz de fazer um planejamento estratégico inteligente, que tenha o foco no cliente e que entregue soluções sempre mais eficientes.
Confira os aspectos da metodologia:
Os 7 princípios
- Justificativa continuada de negócios – deve sempre ter uma razão clara (e lucrativa) para o projeto existir (ser executado e gerenciado);
- Aprender com as experiência – as equipes devem sempre procurar tirar lições a cada projeto concluído;
- Responsabilidades definidas – a estruturar organizacional deve ser clara para garantir o engajamento profissional de cada um com suas tarefas;
- Gerenciamento por etapas – os projetos precisam ser planejados, monitorados e também, passo a passo, serem controlados;
- Gerenciamento por exceção – como falamos anteriormente, serve para identificar problemas, mas também para dar a quantidade certa de trabalho por pessoa;
- Foco no produto – definição, entrega e qualidade do produto ou serviço desenvolvidos são essenciais e inegociáveis dentro do método;
- Adaptação ao ambiente – a metodologia deve adaptar-se sempre ao ambiente de trabalho, bem como as pessoas dos times. Leva-se em conta a complexidade, importância e risco do projeto.
Os 7 temas
- Business case – crie e mantenha um registro da justificativa financeira do projeto;
- Organização – tenha definidos os papéis e as responsabilidades do time como um todo e de cada membro dele;
- Qualidade – os requisitos e medidas de qualidade e como isso será refletido no resultado final do projeto;
- Planos – todas as etapas necessárias para desenvolver o que foi planejado e quais as técnicas serão utilizadas;
- Risco – identificação dos riscos e das oportunidades que podem impactar de forma decisiva o projeto;
- Mudança – de que forma o gerente deste projeto irá avaliar e agir em cima das mudanças necessárias no meio do caminho;
- Progresso – como o projeto deve prosseguir ao final de cada etapa? Momento para avaliação de desempenho e entendimento da viabilidade do mesmo.
Os 7 processos
- Começando um projeto – passo inicial e que ocorre antes de colocar a mão na massa. Busca garantir que estejam disponíveis os pré-requisitos para iniciar um projeto;
- Direcionando um projeto – momento para atender ao comitê de projeto e fornecer as informações necessárias para qualquer tipo de tomada de decisão antes do início;
- Iniciando um projeto – o pontapé é dado. Aqui ocorre o planejamento e surge o ambiente controlado do Prince2;
- Controlando uma etapa – esse processo fornece informações referentes ao andamento do projeto e alimentam decisões caso haja necessidade de um realinhamento;
- Gerenciando os limites – garantia e controle do projeto para que sejam cumpridos os limites pré-definidos e que visam a qualidade de entrega;
- Gerenciando a entrega – processo que garante a criação e a entrega de produtos ou serviços dentro dos termos estabelecidos anteriormente;
- Fechando um projeto – o ponto final. aqui, se garante a entrega do que foi desenvolvido exatamente da forma como fora planejado.
Desta forma, você terá sempre uma rotina de trabalho e de desenvolvimento de projetos assertivos, assim como a metodologia prega.
Isso será fundamental para você manter o foco no cliente e garantir uma experiência do consumidor cada vez melhor com a sua marca.
Prince2 e PMBOK: qual a diferença?
| Critério | Prince2 | PMBOK |
|---|---|---|
| Origem | Método desenvolvido para gestão controlada por etapas | Conjunto de conhecimentos e referências de gestão de projetos |
| Foco | Governança, papéis, processos e decisões ao longo do projeto | Princípios, domínios e práticas que apoiam diferentes abordagens |
| Aplicação | Orienta como estruturar e conduzir o projeto | Apoia a escolha de práticas conforme o contexto |
| Certificação | Foundation e Practitioner pela PeopleCert | Certificações profissionais administradas pelo PMI |
As duas referências podem coexistir: o Prince2 oferece um método de governança e processos, enquanto o PMBOK reúne conhecimentos que ajudam a selecionar práticas adequadas ao projeto.
Perguntas frequentes sobre Prince2
O que significa Prince2?
Prince2 vem de Projects in Controlled Environments, ou projetos em ambientes controlados. O nome resume a proposta de organizar a gestão com responsabilidades definidas, justificativa de negócio, acompanhamento por etapas e tolerâncias para desvios. O método pode ser adaptado ao tamanho, risco e complexidade de cada projeto.
Quais são as certificações atuais do Prince2?
A trilha oficial inclui os níveis Foundation e Practitioner. Foundation valida o entendimento dos conceitos e da terminologia. Practitioner avalia a capacidade de aplicar e adaptar o método em situações de projeto. Requisitos, versões e regras de renovação devem ser conferidos diretamente na PeopleCert antes da inscrição.
Prince2 serve apenas para projetos de tecnologia?
Não. O método pode ser usado em projetos de diferentes setores porque define governança, papéis, processos e critérios de controle sem impor uma técnica específica de entrega. A equipe adapta a documentação, as tolerâncias e a intensidade dos controles ao risco, à complexidade e ao ambiente da iniciativa.
E aí, como podemos te ajudar?
Se você ficou com alguma dúvida acerca do artigo ou quer compartilhar alguma dor na gestão de sua empresa conosco, fale com um consultor.
Aproveite e leia dois artigos que irão aprimorar a entrega que a sua empresa faz.
O primeiro fala da importância de aplicar a metodologia 5S nas empresas e como isso ajuda na produtividade.
Já o segundo aborda como o uso de métodos ágeis tornam o dia a dia mais eficientes nas organizações.
Boas vendas!
Um abraço do PipeRun, o seu CRM. #RunPipeRun














