Teoria das Restrições

Teoria das Restrições, a metodologia que corrige problemas nas empresas

Teoria das Restrições é uma metodologia que serve para identificar o fator que limita a busca por um objetivo dentro de uma empresa. É um sistema que serve para identificar o fator limitante (o gargalo, o elo mais fraco), com intuito de eliminá-lo e garantir êxito no cumprimento das metas propostas.

“Missão dada é missão cumprida”. Você possivelmente já escutou essa frase, não é mesmo?

Seja no ambiente profissional, seja fora dele, é importante encarar as atividades com foco em atingir os objetivos.

Todavia, dentro das empresas, muitas vezes um fator, ou uma série deles, impede você ou seu time de conseguir concluir com êxito aquilo que foi dado.

E não é incomum tanto não entender o porquê de não conseguir, como simplesmente abandonar algo que foi iniciado.

Todavia, a Teoria das Restrições existe para que esses gargalos consigam ser prontamente identificados e eliminados.

É, sem dúvida alguma, uma ótima prática dentro da gestão de empresas – algo que você certamente busca para os seus negócios.

Neste artigo, falaremos melhor sobre o que é a Teoria das Restrições, quais os benefícios que ela traz às organizações e como você pode aplicá-la.

Vamos conferir?

Boa leitura!

O que é a Teoria das Restrições?

Teoria das Restrições

Teoria das Restrições (TOC), como dissemos, é uma metodologia que, quando aplicada, ajuda a atingir as metas e objetivos propostos por uma empresa.

E ela faz isso ajudando na identificação do fator limitante: ou seja, a restrição em si, o gargalo que está impedindo o êxito da tarefa.

O ato seguinte é melhorar de maneira sistemática essa restrição até que ela deixa de ser um fator de limitação.

Para isso, uma abordagem científica é adotada. E leva-se em consideração o seguinte pensamento.

Há um sistema complexo (o todo). Nele, estão inclusos os processos de criação que nada mais são do que um conjunto de atividade múltiplas.

Cada uma atua como uma restrição sobre o sistema – podendo ser o elo mais fraco do todo.

Ou seja, por mais que os processos possam parecer azeitados, sempre haverá algum item (por menor que seja) enfraquecido.

Pode ser uma etapa, um profissional, uma ferramenta. E esse gargalo é quem determinará o ritmo do que você está desenvolvendo.

Por isso, é importante responder à 3 perguntas básicas:

  • O que deve ser mudado?
  • Como isso deve ser mudado?
  • Como promover essa mudança?

Ah, não podemos esquecer um capítulo de história importante. A metodologia foi criada pelo Dr. Eliyahu Goldratt.

Ele concebeu a TOC por meio do seu livro “A Meta” – recorde de vendas no ano de 1984.

Desde então, a teoria segue em constante evolução e hoje é uma das melhores práticas dentro da gestão administrativa das empresas.

Até porque, ela prioriza a melhoria contínua e, em um ambiente de trabalho onde é preciso urgentemente correções, ela é extremamente ágil e eficiente.

Benefícios da Teoria das Restrições nas empresas

Teoria das Restrições

Colocar em prática essa metodologia é um caminho pavimentado para otimizar o trabalho e, claro, garantir uma produtividade maior.

Quando a implementação da Teoria das Restrições é bem-sucedida dentro das empresas, os benefícios são imediatamente percebidos.

Ainda mais dentro de uma organização que estimula a cultura DevOps e entende que ter o foco no cliente é e sempre será importante.

Dentre as vantagens, podemos destacar:

  • Rápidas melhorias. Afinal, todas as atenções dos envolvidos com o projeto se voltarão para o gargalo;
  • Prazos reduzidos. Encontrar e eliminar o problema irá acelerar a entrega do que está sendo desenvolvido;
  • Aumento da produtividade. Dependendo do que está sendo feito, há mais tempo para se produzir em escala maior;
  • Fim do retrabalho. Não será preciso refazer nada e, assim, você evita estresse e frustrações internamente;
  • Aumento do lucro. Depois de otimizar todo o processo e produzir mais, você conseguirá também aumentar as vendas.

A Teoria das Restrições fornece o foco necessário para corrigir as defecções que o projeto apresenta – por menor que sejam.

O objetivo maior é o lucro das empresas. Então, quanto menos problemas ela tiver (e quanto menos gastar), melhor será.

Os tipos de restrições mais comuns

Para entender como aplicar a Teoria da Restrição (capítulo que veremos pouco mais adiante), é preciso saber os tipos mais comuns de restrições.

Desta maneira, você já pode ter algumas hipóteses acerca do que está aquém dentro de seus processos hoje.

As restrições podem ser do tipo:

  • Física – equipamentos, falta de espaço, pessoas ou profissionais pouco qualificados, etc;
  • Política – boas práticas dentro do trabalho, pessoas que não se adaptam à forma de trabalhar, procedimentos internos, contratos sindicais, regulamentações, etc;
  • Paradigma – alguma crença que impede que os padrões de qualidade sejam elevados. Pode se refletir em uma ou mais pessoas, por exemplo;
  • Mercado – quando a capacidade de produzir excede o número de vendas. O mercado restringe, assim, o rendimento.

Como aplicar a Teoria das Restrições nas empresas? Veja 5 etapas!

Teoria das Restrições

Agora que você já entendeu o que é a TOC, seu objetivo, benefícios e seus focos, é preciso entender como, na prática, ela contribui para as empresas.

Mas não só para potencializar resultados – que é o principal, claro. Mas é algo benefício para o clima organizacional de qualquer negócio.

Para fazer qualquer ação bem feita – não só no trabalho, mas na vida -, é preciso foco.

E foco é o que a Teoria das Restrições prega como metodologia voltada para identificar e o mais rapidamente eliminar os gargalos.

O método é separado em 5 etapas que devem ser cumpridas rigorosamente em ordem.

São elas:

  1. Identificar a restrição atual. Ou seja, a parte do processo que limita o atingimento de sua meta;
  2. Explorar para fazer melhorias rápidas usando os recursos que você tem hoje, mesmo que não conserte 100% o problema;
  3. Revisar todas as atividades do processo para garantir que elas estejam no padrão desejado, suportando as necessidades da restrição;
  4. Elevar a régua para buscar outras ações que eliminem a restrição – se ela permaneceu. Considere um investimento de capital se necessário;
  5. Repetir o ciclo de melhoria contínua. Uma vez que um gargalo for resolvido, o seguinte deve ser imediatamente abordado para ser corrigido.

Vamos explorar melhor essas 5 etapas?

1 – Identifique e defina a restrição principal

É o passo inicial. Descobrir o que impede a sua empresa de atingir o que deseja. Qual é a origem do problema?

Faça uma análise de perto e liste, dentro dos tipos de restrições, aquilo que realmente está presente na sua empresa.

Fazendo isso, é possível entender que os recursos são mais fortes do que a limitação específica que você diagnosticou.

2 – Explore e foque em rapidamente corrigir a restrição

Depois de identificar a restrição é hora de transformá-la. De rapidamente melhorar ou então eliminar ela.

Então, por exemplo. Se no setor de vendas você identificou que um dos seus vendedores está trabalhando aquém do que deve, você pode investir em treinamento de vendas.

Mas, se é o processo de vendas que é falho, identifique em quais etapas suas taxas de conversão são baixas.

Ou então, se tem dificuldades em identificar precisamente a defecção, seu gerenciamento de vendas está falhando.

E aí, a transformação digital precisa ocorrer na empresa – antes mesmo de tirar do papel as etapas da Teoria das Restrições.

3 – Revise e sujeite os outros processos todos à restrição

Teoria das Restrições

Adeque todos ao mesmo nível para garantir que o trabalho seja feito nos padrões necessários.

A restrição não pode impedir você de produzir. Então, se você corrigiu ela, ela precisa estar no mesmo nível dos demais elementos.

Por exemplo, se você treinou o vendedor, ele precisa estar trabalhando da mesma forma que o outro colega da empresa.

Se estiver produzindo acima, então você precisará qualificar todo o setor.

Caso contrário, uma restrição acabou gerando outra – e o trabalho foi praticamente em vão.

4 – Eleve a régua para melhorar ou então elimine a restrição

Restrição identificada, medidas tomadas… o resultado foi eficiente? Não? Tente uma última cartada e considere um investimento financeiro.

Voltando ao exemplo que damos. Se o treinamento interno não foi eficiente, você pode considerar a contratação de um consultor de vendas.

É o momento crucial. O famoso e popular “vai ou racha”. Se corrigiu e a produtividade voltou aos termos ideais, ótimo. Vida que segue.

Se não, então é hora de uma tomada de decisão mais enérgica e substituir este profissional.

5 – Repita o processo para garantir a melhoria contínua

Os processos das empresas são organismos vivos. Então, não é porque você identificou um problema e solucionou que não haverá mais gargalos.

Repita todo e ciclo e procure, ao máximo, antecipar-se àquilo que você entende que pode ser um problema.

Desta forma, sua empresa estará sempre a frente. As pessoas produzem mais, vendem melhor e garantem, por óbvio, o sucesso do cliente com a marca.

E aí, como podemos te ajudar?

Se você ficou com dúvida sobre o conteúdo ou quer saber sobre como a tecnologia soluciona gargalos em vendas, fale com um consultor hoje mesmo.

Aproveite e leia dois artigos que ajudarão você a ter processos melhores internamente em seus negócios.

O primeiro fala do uso da metodologia 5S para eliminar distrações e produzir mais e melhor.

O segundo aborda o Diagrama de Ishikawa, uma ferramenta que serve para identificar problema dentro das organizações.

Boas vendas!

Um abraço do PipeRun, o seu CRM. #RunPipeRun

Augusto Turcato
conteudo@odig.net

Augusto Turcato faz parte do time de marketing que ajuda milhares de vendedores, gestores e empreendedores brasileiros a aumentar suas vendas com metodologias e tecnologias aqui no CRM PipeRun.