Gestão de funil de contratos: ações e estratégias em vendas recorrentes

Gestao de funil de contratos

Passa pela gestão de funil de contratos algumas estratégias cruciais para as empresas de vendas recorrentes. É através dele que negociações ocorrem e que ações de up sell, cross sell e todas ações de expansão de MRR.

Em outras palavras, é a etapa em que a empresa pode aumentar os seus ganhos com o mesmo cliente.

Ao mesmo tempo, é preciso ser estratégico quando as coisas não vão bem. Afinal, o funil de contratos é sobre negociação.

Assim sendo, nem sempre a conversa irá para o lado que a empresa deseja. É comum que haja negociações para reduzir o contrato vigente. Ou até mesmo cancelamento.

Por isso, é crucial fazer uma boa gestão de funil de contratos em todas as formas. E o artigo de hoje ajuda você e seu time nesse sentido.

Vamos falar sobre montagem de equipe, rotina e playbook para o funil. Também abordaremos o que Revenue Ops (RevOps) e sua importância.

Além disso, daremos enfoque especial para métricas que são indispensáveis neste momento.

Fique com a gente e confira.

O que é preciso para uma boa gestão de funil de contratos?

Guia para Gestao do funil contratos

Todos os funis demandam estratégia e muito atenção às etapas. Mas, o funil de contratos, talvez seja um dos mais importantes neste sentido.

Afinal, é nele que a gestão atual de carteira se mostra eficiente ou não. Estratégias de cross selling e up selling são todas negociadas por lá.

Ao mesmo tempo, o churn e o down sell também. Por isso, é necessário (mais do que nunca) cuidado e perícia em todos os detalhes que o envolvem.

Porque, do mesmo jeito que pode trazer ótimos valores para a empresa, elevando o LTV atual, pode ser um problema grande para os negócios.

Contudo, dentro do processo de vendas, o funil de contratos pode aparecer em dois momentos. E aí, dependerá de você definir como será feito.

  1. Na etapa do processo seguinte ao ganho no funil de vendas para receber o pagamento do cliente;
  2. Para negociações com a atual carteira de clientes.

Então, você tem uma decisão a tomar (mas não precisa ser agora). Ou você usa:

  • o mesmo funil para as duas necessidades citadas acima;
  • funis diferentes para necessidades diferentes.

Mas, calma. Ajudaremos você mais adiante.

Assim sendo, alguns pontos são cruciais quando falamos de uma correta gestão de funil de contratos. São eles:

  • Equipe e treinamento;
  • Playbook da área;
  • Revenue Ops;
  • Estruturação do funil de contratos e suas etapas;
  • Métricas de expansão do MRR;
  • Métricas de redução do MRR (contração) e churn.

Contratos e CS juntos

Aqui, já vale dar um spoiler. Não há uma equipe diferenciada para trabalhar na gestão de funil de contratos.

O consultor responsável o analista de Customer Success responsável pela conta de cada cliente.

Ocorre assim. No funil de CS Ongoing, ele analisa as necessidades do cliente e também oportunidades de expansão.

Ao mesmo tempo que ajuda a fortalecer o sucesso do cliente com a marca, o consultor mostra que há mais a ser feito com a mesma solução. Ou com um pacote avançado, por exemplo.

Na hora de negociar, aí sim o funil de contratos entra em ação. É como falamos anteriormente. É sobre negociar.

Qualquer negociação que seja, para bom ou para ruim, ocorrerá nesse funil. Necessariamente.

O funil de CS Ongoing é para acompanhar e medir o sucesso do consumidor com o que ele contratou originalmente.

O que for mudado a partir disso será realizado no funil que é citado neste presente artigo. Entendido?

Como fazer a gestão de funil de contratos?

Como fazer gestão do funil de contratos em empresas de recorrência?

Anteriormente, citamos alguns pontos cruciais para a gestão de funil de contratos. Agora, é preciso detalhar eles para que sua empresa de recorrência possa aprimorar seus processos.

Em todos os guias que escrevemos sobre funis (Pré-Vendas, Vendas, CS Onboarding e CS Ongoing), falamos sobre montagem de equipe.

Também compartilhamos job description e experiências necessárias. Porém, no funil de contratos focado na gestão de carteira, iremos pular essa parte.

Afinal, como dissemos, é o CS responsável pela conta que terá a missão de fazer negociações dentro do funil de contratos.

Para novos clientes, seu time financeiro pode lidar com essa tarefa.

Por essas razões, aqui falaremos então de 4 tópicos.

  1. Treinamento da área;
  2. Estruturação de funil
  3. Métricas da expansão do MRR;
  4. Métricas da redução do MRR.

Um último aviso. Quando chegarmos na parte do funil, construiremos apenas 1 funil, tanto para novos clientes, como para os já existentes.

Porém, o segredo está na cadência e na gestão de cada estágio. Mas, clama, chegaremos lá.

1 – Treinamento para expansão de carteira

Antes de tudo, é crucial dizer que o treinamento para expansão de carteira precisa estar dentro do playbook de CS Ongoing.

Aliás, é por lá que o consultor terá familiaridade com as estratégias que irá colocar em prática junto aos clientes que cuida.

Nesse sentido, para aplicar ações de cross sell ou up sell, 3 itens são indispensáveis.

Em primeiro lugar, depois de entender as necessidades do cliente. E depois de fazê-lo ter sucesso com aquilo que comprou, é preciso dar um novo passo.

Assim sendo, o CS responsável precisa direcionar a oferta para um produto que combine/complemente a compra original ou mude o cliente de patamar.

Então, aqui vai o ponto de partida do treinamento: conhecer muito bem o mix de produtos da empresa.

Acionando gatilhos

Gatilhos funil de contratos

Em segundo lugar, ao fazer isso, é preciso dar um tom de urgência. E isso pode ser feito mostrando algum case de sucesso do produto complementar ou com a assinatura avançada de algum serviço.

Nesse sentido, é crucial falar de números. Quantos % a mais de ganho teve determinado cliente ao complementar a oferta original? E ao mudar para um plano maior?

É preciso contexto. Dizer onde o cliente estava. O que a empresa indicou que poderia melhorar sua experiência. E depois mostrar quanto e em quanto tempo ele atingiu resultados melhores.

Didático, de forma clara, você mostra ao cliente que não se trata apenas de vender. Se trata, sim, de aumentar seu sucesso com a marca.

Em terceiro lugar, aproveite e use alguns gatilhos mentais. Isso pode ser feito tanto nas calls, como em emails ou mensagens por WhatsApp.

Leia-se: não há momento certo. Na verdade, até há. Que é quando o cliente já estiver maduro e satisfeito com a oferta original, e o CS entender que há oportunidade para expandir.

Termos como “oferta especial”, ou “condição imperdível” podem ajudar nesse sentido. Mas não abuse.

Treine o CS junto com o time de vendas

O CS que gerencia carteira de clientes e trabalha com expansão é também um vendedor.

Então, sempre que a equipe de vendas for receber treinamento sobre estratégias, dores dos clientes, objeções e produtos, inclua o time de Customer Success.

Não precisa ser no treinamento semanal para revisar o processo e repassar a semana da equipe de vendas. Não é isso.

Porém, mensalmente faz muito sentido colocar as duas equipes no mesmo ambiente. Repassar métricas e apresentar números da área. Entender estratégias e metodologias usadas.

Acima de tudo, claro, conhecer muito bem o que a empresa vende. Todos os produtos e serviços em detalhes. Conhecer os cases de sucesso e os casos de uso também são diferenciais relevantes.

Além disso, alinhe as metas e objetivos com todos. Se a empresa busca um valor específico de MRR ao final do trimestre, semestre ou ano, a missão é de todos.

E o CS tem papel decisivo nisso. Afinal, você sabe bem, custa 5x menos vender para quem já é cliente do que para quem ainda não é.

Portanto, não negligencie o treinamento de Customer Success. Sem dúvida alguma é decisivo para uma boa gestão de funil de contratos.

2 – Como criar o funil de contratos

Como criar funil de contratos

Você pode usar apenas um funil de contratos para gerir clientes que acabam de ingressar na empresa e também quem já está na carteira.

O segredo, como dissemos, está na construção das etapas e na gestão de cada uma delas.

Ah! Vale ressaltar que, se você tem um canal de parceiros, aí sim. Construa um funil de contratos somente para eles. Até para acertar o pagamento das comissões, certo?

Assim sendo, aqui falaremos do funil inteiro. Algumas etapas não fazem sentido para renovação, redução ou cancelamento. Mas iremos explicar cada uma delas para esclarecimento.

Então, vamos etapa por etapa.

1 – Novos clientes

Aqui é a entrada de novos clientes na empresa. Ou seja, a oportunidade que foi ganha no funil de vendas e foi duplicada para o funil de contratos.

Nesse estágio, o time financeiro pode cuidar do cliente. Afinal, é apenas a entrada e o card não pode ficar estagnado.

Ah, aqui é crucial ressaltar que é necessário integrar o CRM de vendas junto ao ERP.

Dessa forma, trocando informações, é possível atualizar os sistemas e executar as tarefas necessárias para que o cliente execute o primeiro pagamento.

2 – Boleto e NF (Novos clientes)

Essa etapa é também gerenciada pela equipe financeira. Serve para o envio do boleto de pagamento do plano de assinatura contratada.

Ao ser confirmado o pagamento no ERP, o consultor realiza, também por dentro do CRM, o envio de NFe.

A partir daí, se o cliente tiver pago, a oportunidade pode ser considerada ganha. E aí, depende do seu processo. Das duas uma:

  1. Ao dar ganho, você duplica a oportunidade para o funil de CS Onboarding para iniciar a implantação.
  2. Ao dar ganho, você simplesmente cria uma ação automática para atualizar cadastro do cliente e pronto.

O porquê do “depende” ali em cima é o fato de esperar ou não o pagamento para iniciar o onboarding com clientes.

3 – Inadimplente

Para essa etapa, configure um email automático para lembrar o cliente que ainda não realizou o pagamento.

Nesse sentido, só arraste a oportunidade para cá se o prazo para quitar o boleto não for cumprido.

Se o pagamento ocorrer, dê ganho e faça uma das opções que citamos acima. Caso contrário, siga tentando contato por alguns dias.

Por exemplo, aqui irá depender do seu processo. Quantas vezes seu time deverá tentar contato para que o cliente pague?

Respeite esse tempo. Ou seja, não deixe a oportunidade parada nesse estágio indefinidamente. Se o dinheiro não entrar na empresa, não tenha medo: assinale como perdido dentro do CRM.

4 – Clientes ativos

A partir deste estágio, o CS irá assumir as ações dentro do funil de contratos. É dentro daquilo que falamos anteriormente, lembra?

O consultor acompanhou o cliente e viu que ele conseguiu sucesso com a oferta original. Porém, identificou uma oportunidade para crescimento e o cliente gostou da ideia.

A partir disso, lá no funil de CS Ongoing, a oportunidade é duplicada para cá, nesse estágio.

É apenas uma etapa de passagem. Afinal, muito provavelmente será necessário um novo contato com o cliente para esclarecer como será a oferta do produto/serviço complementar. Ou do plano avançado.

Como ação automática, envie um email com agenda pública para marcar uma call com o cliente.

Importante: essa etapa e funil também servem para clientes que querem cancelar ou reduzir suas mensalidades.

Contato com cliente no funil de contratos

5 –  1º Contato

Aqui, o CS responsável fará a reunião com o cliente. O momento serve para falar sobre a nova oferta e esclarecer todos os pontos.

Em outras palavras, é hora de não deixar nada pendente. O cliente confia no seu time. Tem uma relação próxima com ele e está acreditando que essa novidade irá agregar ainda mais.

Assim sendo, é hora de ser franco e didático. Explicar valores e exatamente como ele pode melhorar sua experiência com a marca.

Caso o cliente esteja em conformidade com os termos, arraste a oportunidade para a etapa de “Boleto e NF (Cliente Ativo). Caso contrário, agende uma nova reunião.

Em caso de clientes que querem cancelar ou reduzir sua recorrência, a operação será similar.

Ou seja, reunião com cliente para entender seus motivos. Se não houver volta, é preciso dar perdido na oportunidade.

Se houver chance ao menos de uma redução, agende um segundo contato.

6 – 2º Contato

Esse segundo contato pode ser necessário para tirar as dúvidas finais do cliente. Seja para entender melhor como funciona o novo plano ou serviço, seja para esclarecer valores e mensalidades.

Se o cliente concordar, arraste o card para etapa seguinte. Mas, se ele mudar de ideia, dê perdido. Ele seguirá sendo seu cliente, claro, apenas não vai querer a novidade que você trouxe.

Aqui, se o cliente decidir cancelar mesmo, dê perdido na oportunidade. Caso contrário, se ele aceitar redução, é preciso informar o ERP disso. E também passar a gerar cobrança em valores menores.

7 – Boleto e NF (Cliente Ativo)

Aqui, é o mesmo da etapa 2. Porém, ao ingressar neste estágio, a oportunidade precisa mudar de dono. Sair do CS responsável e virar de responsabilidade do time financeiro.

Os passos são os mesmos. Porém, com um detalhe: será preciso fazer algum tipo de reimplantação? Em SaaS isso é comum e essa necessidade precisa estar clara e escrita na oportunidade.

Se sim, o responsável precisará dar ganho e duplicar para o funil de CS novamente. Caso contrário, apenas dê ganho.

8 – Perdido

A etapa de perdido serve tanto para clientes que não pagaram, como para clientes que cancelarem.

Por isso, aqui é crucial fazer uso de tags para diferenciar no relatório. Se não, tudo será perdido, e não é bem assim.

O relatório precisa diferenciar quem é:

  • churn;
  • redução;
  • desistência.

Use tags claras com o nome de cada ação. Assim, fica mais fácil fazer a gestão de funil de contratos e ter relatórios e indicadores precisos.

Nesse sentido, separe o que é cancelamento de clientes que já estavam na carteira. Faça isso entendendo e registrando os motivos.

Aliás, uma boa prática é deixá-los em lista para que se possa fazer uma análise quantitativa deles.

Ao mesmo tempo, registre também o que é redução de recorrência, também detalhando os porquês.

Por fim, o que é desistência. Ou seja, aquele cliente que topou aumentar sua mensalidade ou agregar um novo produto, mas por alguma razão (qual?) voltou atrás.

3 – Métricas de expansão do MRR

Expansão do MRR em empresas de recorrência

A essa altura do artigo você já está familiarizado com o que é cross sell, up sell e LTV.

Entretanto, é preciso entender como calcular cada uma dessas 3 métricas. Afinal, elas são cruciais para medir a expansão do MRR dentro da empresa.

Ao mesmo tempo, servem para calcular o sucesso que seu time de CS está tendo em identificar oportunidades na carteira.

Como calcular up selling

Conhecer a taxa de up sell é essencial. Afinal, seu cliente só irá gastar a mais com a empresa se ele realmente estiver muito satisfeito com a oferta original contratada.

Assim sendo, um cliente que aumenta seu plano de consumo procurando um que ofereça mais recursos, foi impactado pelas estratégias de up selling.

Nesse sentido, quanto maior a taxa, mais alta é a geração de receita recorrente para a sua empresa.

Para calcular, é simples.

Taxa de up sell = (Conversões de up sell / Conversõs totais) x 100%.

Ou seja, digamos que no período analisado, a empresa conseguiu 100 novas conversões. Dessas, 10 foram up selling.

Como resultado, então, a taxa é de 10%.

Quanto mais alta essa taxa, melhor, claro.

E assim será sempre que seu time entender o status atual dos clientes com a solução contratada, como eles a usam e como a experiência pode ser melhor levando em conta o que a empresa vende.

Como calcular cross selling

Cross selling é a venda combinada. Ou seja, o cliente irá complementar a oferta original com algum produto ou serviço que irão otimizar sua experiência.

A saber, o cálculo se dá da seguinte maneira:

Taxa de cross sell = (Conversões de cross sell/Conversões totais) x 100%

Só para exemplificar. Digamos que em um mês ocorreram 50 novos negócios. Destes, 5 foram cross selling. Assim sendo, a taxa será de 10%.

Como calcular LTV

Em SaaS essa é uma das principais métricas. E quando falamos em gestão de funil de contratos, ela é obrigatória.

O LifeTime Value ajuda a calcular o faturamento que o cliente traz para o negócio durante todo o tempo em que ele consome.

Aqui, falaremos de duas formas de calcular. Em primeiro lugar, a maneira mais simples. Ou seja, somando a receita e subtraindo o CAC.

Ficaria assim, em vendas recorrentes, com vendas anuais estáveis.

(Receita anual por cliente × relacionamento com o cliente em anos) – Custo de Aquisição do Cliente (CAC)

Há também o modelo tradicional. O que faz mais sentido para negócios que não conseguem manter-se constante em suas vendas ano após ano.

Margem bruta × (Taxa de retenção ÷ [Taxa de desconto − Taxa de retenção])

Ao mesmo tempo, fique de olho sempre no CAC. Afinal, é preciso saber se sua empresa gasta mais para atrair novos clientes ou para retê-los.

Nesse sentido, é vital que o CAC seja sempre necessariamente menor do que LTV. Se isso acontecer, a conta simplesmente não fecha. E seus negócios terão muitos problemas.

4 – Métricas de redução do MRR

Redução de MRR em empresas de recorrência

Primordialmente, 2 métricas se destacam quando falamos de redução do MRR.

Em primeiro lugar o churn, que na verdade é o cancelamento, quando os ganhos com o cliente vão a zero.

Em segundo lugar, o down sell, que é quando o cliente reduz o contrato ativo com a empresa.

Aliás, é preciso esclarecer um ponto aqui em relação aos termos para que não haja confusão. Até porque, é muito comum falar em “contração”. Mas, muitas vezes, o significado acaba ficando confuso.

Só para exemplificar, o down selling pode significar a redução de:

  • números de usuários de uma plataforma;
  • produtos ou serviços adquiridos dentro de um mix;
  • plano contratado, optando por um mais básico (logo, mais barato), etc.

Além disso, mesmo dentro da assinatura que o cliente mantiver, pode ocorrer, por exemplo:

  • redução do pacote de minutos em telefonia;
  • diminuição de horas semanais de treinamentos;
  • retração na quantidade de canais assinados no mesmo pacote de TV, entre outros.

Assim sendo, a some de todos esses tipos de redução se dá o nome de contração. Afinal, a empresa não perdeu o cliente. Apenas o terá pagando menos.

Ainda sobre down sell, a forma de calcular é similar ao up sell. Ou seja:

Total de pedidos de “redução” (downsell) / Total de clientes x 100% = Taxa de downsell

Como calcular churn

Churn, a taxa de cancelamento de um serviço, ocorre por diversas razões. Anteriormente dissemos neste artigo a importância de registrar esses motivos e mensurá-los posteriormente.

Esse é um dos indicadores mais relevantes para empresas de recorrência. Ao mesmo tempo, é o mais valioso quando falamos de gestão de funil de contratos.

Para fazer o cálculo, é preciso fazer a relação entre o número de cancelamentos com o número total de clientes ainda ativos.

Escolha um período para fazer isso. De modo geral, é calculado mensalmente.

Então, digamos que você tinha 100 clientes neste período. Conseguiu mais 20. Porém, ocorreram 10 cancelamentos.

Nesse sentido, o cálculo fica da seguinte forma:

Cancelamentos (10) / Clientes totais (100 + 20) x 100% = Churn Rate = 8,33%

O ideal, claro, você sabe muito bem, é que essa taxa seja cada vez menor. Próxima do zero.

Para isso, é preciso ter uma área de customer success ativa e atenta aos indicadores e às necessidades dos clientes acima de tudo.

O que é Revenue Ops?

Revenue Ops: o que é RevOps?

RevOps é um departamento relativamente novo nas empresas. Na tradução, Revenue Ops significa “Operações de Receita”.

Ele concentra ações e estratégias das áreas de marketing, vendas e customer success para potencializar os resultados do negócio.

Nesse sentido, é crucial que os 3 setores estejam interligados. Que eles convirjam, troquem informações, façam planejamento e tirem as ideias do papel.

Para serem efetivas, as estratégias se apoiam em métricas relevantes para a empresa. Assim sendo, aqui já entra a relevância do CRM dentro do processo.

Afinal, além de centralizar a atuação dessas 3 áreas, é no software que estarão todos os dados relativos aos clientes que servirão para definir as estratégias.

Só para ilustrar, sempre quando se observa o número de vendas feita, há necessariamente um trabalho feito por marketing e CS.

Por isso, é estratégico que dentro as empresas esses setores trabalhem sob a mesma gestão. Como resultado, terão uma capacidade maior para gerar bons números.

Os pilares de Revenue Ops

Para ser eficiente, RevOps se apoia em algumas bases essenciais. Elas fazem para do cotidiano e são indispensáveis para agregar valor às estratégias e aumentar as vendas.

Quando falamos dos pilares, estamos nos referindo a:

Data e analytics

Acima de tudo, é crucial monitorar o desempenho das 3 áreas. Todas as métricas são relevantes para se construir uma máquina perfeita.

Não só uma máquina de vendas, mas uma que saiba como reter, encantar e fidelizar o cliente. E que seja capaz de expandir a carteira e aumentar o LTV mês após mês.

Somente os números, precisos e centralizados, poderão dar o norte que a empresa precisa para isso.

Ferramentas e qualificação

Por conseguinte, para conseguir ter os dados necessários, é preciso ferramenta. O time de marketing pode trabalhar dentro do CRM de marketing, e integrá-lo junto ao CRM de vendas.

Neste último é onde tanto a equipe de vendas como a de CS irão trabalhar.

É crucial, também, que a gestão tenha a certeza de que os sistemas estão sendo usado. Se alguma ação for realizada fora do software e não for registrado posteriormente lá, seus números já não serão reais.

Sistemas e processos

Todos os envolvidos precisam entender bem a sua missão diariamente. Assim sendo, para que sistemas e processos estejam sempre sendo executados da forma correta, duas coisas são cruciais.

  1. Treinamento constante. E construído em cima dos números observados;
  2. Playbook de RevOps. Neste documento, as estratégias, boas práticas e rotina precisam estar detalhadas.

Em outras palavras, Revenue Ops não vai funcionar se os 3 setores não se conversarem.

Se semanalmente não houver uma reunião entre eles para debater as falhas do processo e identificar oportunidades, esqueça. Não vai adiantar.

Estratégias e planejamento

Por fim, a cultura de análise e estratégia de dados precisa estar enraizada na empresa. Precisa ser natural começar o dia, olhar os números do dia anterior e procurar identificar o que aconteceu.

Mais do que isso, semanalmente é preciso debatê-los e traçar um plano para melhorá-los.

Aqui vai uma dica para criar uma cultura data driven na empresa. Ao final de cada mês, faça os líderes de cada área apresentarem, para a empresa inteira, os números do setor.

Não precisa ser longo. 5 ou 10 minutos em um ppt. Falando das métricas e ações e explicando o porquê de cada uma delas.

Isso irá desenvolver um senso de responsabilidade em cada setor. E guiará as ações dos seus times sempre pelos indicadores de performance.

O que Revenue Ops tem a ver com gestão de funil de contratos?

RevOps e Gestão de funil de contratos

Respondendo a pergunta do título: tudo. Quando falamos em RevOps, não estamos nos referindo somente em agregar clientes novos.

Vender para quem já é cliente é crucial. E, já falamos aqui, é mais barato vender para quem já consome você do que para quem ainda não.

Assim sendo, a gestão de funil de contratos pode se beneficiar dessas estratégias. Afinal, é o CS quem irá cuidar dessa parte, lembra?

O funil existe apenas para negociar e alinhar as expectativas do cliente e da empresa.

Nesse sentido, então, a análise dos números irá fazer com que o time de CS identifique oportunidade de expansão junto ao cliente.

Sempre respeitando a ordem. Em primeiro lugar, ele precisa estar plenamente satisfeito com a oferta original.

Em segundo lugar, conhecendo muito bem os produtos e serviços vendidos, oferecer algo que irá potencializar e evangelizar o cliente na sua empresa de recorrência.

Coloque RevOps em prática com CRM

O CRM é a melhor ferramenta para colocar em prática tanto RevOps como a gestão do funil de contratos.

Desde o lead gerado até o cliente fidelizado e elevando o LTV, tudo ocorre em um só sistema.

Para negociação renovações e expansões de MRR, conte com recursos que aceleram e otimizam a rotina.

Além disso, saiba todo o histórico do cliente com a empresa com poucos cliques, consultando no sistema.

Ou seja, você não irá oferecer nada que o cliente não queira. E muito menos na forma que ele não deseja.

Use o CRM para reter, fidelizar e garantir uma experiência do cliente cada vez mais positiva.

FALE COM UM CONSULTOR do CRM PipeRun e saiba como aplicar isso nos seus negócios.

Mas, se preferir pular para a prática, TESTE GRÁTIS O CRM POR 14 DIAS.

Desse modo, você entende, mexendo na ferramenta como gerir sua carteira de clientes.

Ah, antes de você ir embora, aproveite dois conteúdos grátis para melhorar o seu processo de retenção e expansão de MRR.

Em primeiro lugar, um guia completo sobre o que é e como aplicar o método NPS.

Em segundo lugar, uma planilha 5W2H para planejar a rotina de RevOps e implementar uma cultura baseada em números na empresa.

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