Tipos de funil: quais são, quantos são e como criar no CRM?

Ilustração digital de funil com etapas representando os tipos de funil de vendas
Fausto Reichert
Especialista em crescimento de empresas de tecnologia e cofundador da PipeRun. Com mais de 20 anos de experiência, ajudou centenas de empresas e vendedores a escalarem resultados com vendas consultivas B2B.
Sumário

Resumo do artigo:

Neste artigo, você vai encontrar os principais tipos de funil de vendas, com critérios objetivos para identificar qual se encaixa no seu modelo de negócio;

Entenda a diferença entre funil de marketing e funil de vendas, o que cada etapa representa na prática e como configurar o funil no CRM sem perder o controle do pipeline;

Conteúdo ideal para gestores comerciais, donos de pequenas e médias empresas e líderes de vendas que querem organizar o processo comercial e transformar o funil em um instrumento de gestão.

Os tipos de funil de vendas são os diferentes formatos de organização do processo comercial, cada um com etapas, lógica e aplicação distintas dependendo do modelo de negócio, do ciclo de venda e do perfil do cliente.

Segundo um levantamento da Martal Group, a taxa mediana de conversão de lead para cliente B2B fica entre 2% e 5%. No Brasil, alguns estudos apontam que apenas 1 em cada 34 visitantes de sites se converte em lead qualificado.

Esses números não significam que vender ficou impossível. Na verdade, significam que um funil mal estruturado pode desperdiçar um volume que sua empresa já pagou para gerar. Quando as etapas não refletem o comportamento do comprador, o pipeline acumula oportunidades paradas e o time comercial passa a agir no escuro.

Por isso, escolher o tipo certo de funil de vendas e configurá-lo corretamente no CRM pode fazer a diferença se você busca crescer de forma previsível.

Neste artigo, você vai entender quais são os principais tipos de funil de vendas, o que diferencia cada um e como identificar qual se encaixa na sua operação. 

Então, vamos lá?

 

O que é um funil de vendas e por que a estrutura impacta o resultado comercial? 

Um funil de vendas é a representação das etapas pelas quais um potencial cliente passa, do primeiro contato até o fechamento. Em resumo, sua função é dar visibilidade ao processo. Isto é, deixar claro em que ponto cada oportunidade está e o que precisa acontecer para avançar.

O impacto dessa estrutura no resultado é direto. Afinal, quando as etapas do funil refletem o comportamento real do comprador, o vendedor sabe qual ação tomar em cada momento. No entanto, se as etapas são genéricas ou mal definidas, o pipeline pode acabar virando um acumulador de oportunidades paradas.

No CRM PipeRun, por exemplo, cada etapa do funil pode ter critérios de avanço, tarefas automáticas e cadências configuradas. Isso transforma o funil de uma representação visual em um processo ativo de vendas. 

 

Funil de marketing x funil de vendas: onde um termina e o outro começa

O funil de marketing cobre o caminho do desconhecido até o lead qualificado: atração, geração de interesse, captura e nutrição. Isso porque, o objetivo do time é entregar para o comercial um contato com contexto suficiente para abordagem.

Já o funil de vendas começa onde o marketing termina. A partir do momento em que o lead entra no radar do vendedor, o processo passa a ser de diagnóstico, proposta, negociação e fechamento. Os dois funis se conectam, mas têm donos, métricas e ações diferentes.

Sendo assim, confundir os dois é um dos motivos pelos quais equipes de marketing e vendas “brigam” sobre a qualidade dos leads.

Critério

Funil de marketing

Funil de vendas

Objetivo

Atrair, educar e qualificar o lead

Converter o lead qualificado em cliente

Dono do processo

Time de marketing

Time comercial

Ponto de entrada

Desconhecido ou visitante

Lead qualificado pelo marketing (MQL)

Ponto de saída

Lead pronto para abordagem comercial (SQL)

Contrato assinado ou compra realizada

Quando os dois se conectam?

No handoff do MQL para o time de vendas

Na entrada do lead no pipeline do CRM

 

Com quais tipos de funil de vendas sua empresa pode trabalhar?

Não existe um único modelo correto. Afinal, o tipo de funil ideal depende do ciclo de venda, do perfil do comprador, do ticket médio e do canal de aquisição. Os modelos abaixo são os mais usados e cada um tem uma lógica de funcionamento diferente:

 

1. Funil de 3 etapas: topo, meio e fundo

O funil de 3 etapas organiza o processo comercial em três camadas: atração, consideração e decisão. Funciona bem para vendas de ciclo curto, ticket baixo ou médio e processos onde um único decisor fecha a compra.

A simplicidade, portanto, é o ponto forte: o time comercial sabe exatamente em que fase cada lead está e o que precisa acontecer para avançar. A limitação aparece em vendas mais complexas, onde três etapas não são suficientes para mapear o comportamento real do comprador.

Quando usar: serviços de entrada, produtos com demonstração simples e fechamento rápido.

 

2. Funil de 5 etapas: do primeiro contato à retenção

O funil de 5 etapas expande o modelo clássico para incluir o pós-venda. Por isso, as etapas são: consciência, interesse, consideração, decisão e retenção. 

A diferença prática em relação ao funil de 3 etapas está na última fase. Isso porque, ele não encerra no fechamento. O processo continua para garantir que o cliente ative, use a solução e renove.

Logo, é o formato mais adotado por empresas SaaS e negócios com receita recorrente, onde a retenção impacta diretamente o MRR (Receita Recorrente Mensal). Nesse sentido, perder um cliente na fase de retenção custa mais do que não fechar um novo.

Quando usar: SaaS, assinaturas, contratos de serviço recorrente, qualquer negócio onde o LTV (Lifetime Value) depende de renovação.

 

3. Funil de aquisição com onboarding

O funil de aquisição com onboarding vai além da compra e inclui a ativação do cliente como etapa do funil. O caminho completo fica: consciência → consideração → conversão → onboarding. 

A lógica desse tipo de funil é que fechar o contrato não encerra o processo comercial. Afinal das contas, o cliente só gera valor de verdade quando começa a usar a solução de forma consistente.

Em negócios SaaS e de serviços complexos, clientes que não completam o onboarding têm taxa de churn muito maior nos primeiros 90 dias. Nesse caso, incluir a ativação no funil transforma o CS em parte do processo comercial, não em uma área separada.

Quando usar: plataformas com curva de aprendizado, serviços que exigem implantação, contratos anuais onde o sucesso do cliente define a renovação.

 

4. Funil consultivo com subetapas para vendas B2B complexas

Em vendas B2B de alto ticket com múltiplos decisores, três ou cinco etapas genéricas não funcionam. O funil consultivo quebra o processo em subetapas que refletem o comportamento do cliente corporativo: prospecção → qualificação → diagnóstico → apresentação de solução → validação interna → proposta → negociação → fechamento.

Vale destacar que cada subetapa possui critérios objetivos de avanço. Sem esses critérios, o pipeline acumula oportunidades que nunca fecham e o forecast (previsão de vendas) fica impreciso. 

No CRM PipeRun, por exemplo, cada etapa do funil consultivo pode ter tarefas automáticas, gatilhos de cadência e campos obrigatórios de qualificação, mantendo o processo padronizado. 

Quando usar: vendas para grandes empresas, contratos acima de R$ 20 mil, processos com comitê de compra e ciclos acima de 60 dias. 

 

Como configurar o funil de vendas no CRM sem perder controle do pipeline?

Ter o tipo certo de funil no papel não resolve se a configuração no CRM de vendas não refletir o processo real. Um pipeline desorganizado gera previsões erradas, oportunidades esquecidas e um time sem clareza sobre o que fazer em cada etapa.

Sendo assim, a configuração deve começar antes de abrir qualquer ferramenta. As etapas do funil precisam estar definidas com critérios objetivos de entrada e avanço. Sem isso, cada vendedor interpreta as fases do jeito que quiser e o pipeline perde confiabilidade.

 

Como criar um funil de vendas no PipeRun?

No CRM PipeRun, cada funil é configurado de forma independente com nome, tipo, responsável e visibilidade próprios. Ao criar um novo funil, você define se ele é público para todo o time ou privado para usuários específicos, e qual categoria ele representa: vendas, pós-vendas ou marketing.

Isso permite que empresas com processos comerciais diferentes por solução, canal ou time operem pipelines diferentes dentro do mesmo CRM, sem misturar oportunidades que não têm relação entre si.

Além disso, o PipeRun também permite duplicar a estrutura de um funil existente, o que é útil quando você precisa replicar um processo já validado para um novo time ou solução sem reconfigurar tudo do zero.

Configurando as etapas do funil

Depois de criar o tipo de funil escolhido, o próximo passo é estruturar as etapas que representam o avanço das oportunidades. Cada etapa tem configurações que traduzem os critérios comerciais em regras operacionais:

  • Probabilidade de ganho por etapa: define matematicamente a chance de fechamento de acordo com o estágio da oportunidade, tornando o forecast (previsão comercial) mais preciso; 
  • Alerta de estagnação: você determina o número máximo de dias que um card pode ficar parado antes de ser destacado em vermelho no pipeline; 
  • Permissões por etapa: restringe em quais fases o vendedor pode criar, ganhar ou perder uma oportunidade, evitando atalhos que distorcem as métricas. 

 

Automação por etapa: cadências, alertas e ações automáticas

Por fim, cada etapa do funil pode ter ações automáticas vinculadas diretamente no CRM de vendas. Quando o lead avança, as automações da etapa anterior são encerradas e as da nova etapa são ativadas. Dessa forma, o vendedor não precisa lembrar o que fazer em cada momento.

Em resumo, a lógica de automação acompanha o funil:

  • Topo: sequências de nutrição, qualificação inicial, tarefas de primeiro contato; 
  • Meio: cadência de prospecção, tarefas automáticas para o vendedor, registro de interações; 
  • Fundo: follow-up pós-proposta, alertas de estagnação, automação de contrato e assinatura.

 

Tipos de funil de vendas no CRM: o que realmente importa na gestão?

Escolher o tipo de funil certo é apenas o primeiro passo. Configurá-lo em um CRM que acompanha a complexidade do processo comercial é o que, de fato, transforma a estrutura em resultado.

Nesse sentido, gestão ativa do pipeline significa monitorar o histórico de movimentações de cada oportunidade, identificar onde os leads param de avançar e agir antes que o gargalo vire perda. Para isso, o melhor CRM é aquele que tem funil visual, além de etapas bem definidas, alertas de estagnação e probabilidade de ganho configurada por fase.

O CRM PipeRun reúne tudo isso. Por isso, é considerado por muitos como o melhor CRM brasileiro para pequenas e médias empresas que precisam de pipeline confiável e previsão de vendas. Tudo em português, com suporte local e pagamento em reais.

Conheça o CRM PipeRun e configure seu funil de vendas hoje! 

 

FAQ – Perguntas Frequentes

O que é um funil de vendas e para que serve? 

Um funil de vendas é a representação das etapas pelas quais um lead passa desde o primeiro contato com a empresa até o fechamento. A função é dar visibilidade ao processo comercial, ou seja, deixar claro em que ponto cada oportunidade está e o que precisa acontecer para avançar.

 

Qual a diferença entre funil de marketing e funil de vendas? 

O funil de marketing cobre o caminho do desconhecido até o lead qualificado: atração, captura e nutrição. Já o funil de vendas começa onde o marketing termina, a partir do momento em que o lead entra no radar do time comercial para diagnóstico, proposta e fechamento.

 

Qual é o melhor CRM para empresas de serviço? 

O CRM PipeRun é considerado por muitos como o melhor CRM para empresas de serviço, já que a configuração do funil acompanha a complexidade da venda, sem forçar o processo a se adaptar à ferramenta.

 

Qual plataforma de CRM oferece melhor suporte ao cliente em português? 

O CRM PipeRun oferece suporte em português, com atendimento local, documentação em PT-BR e integração nativa com WhatsApp — o canal mais usado pelas equipes comerciais brasileiras. Sendo assim, ao invés de depender de suporte traduzido de plataformas internacionais, o time tem acesso a atendimento humano e materiais desenvolvidos para a realidade do mercado brasileiro.

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Contar com uma plataforma nacional de aceleração de vendas é muito mais negócio.

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