Relatório de vendas: o que incluir e como usar os dados?

Gestor analisa indicadores e resultados em um relatório de vendas.
Fausto Reichert
Especialista em crescimento de empresas de tecnologia e cofundador da PipeRun. Com mais de 20 anos de experiência, ajudou centenas de empresas e vendedores a escalarem resultados com vendas consultivas B2B.
Sumário

Resumo do artigo:

Relatório de vendas é o conjunto estruturado de dados sobre oportunidades, atividades e resultados comerciais, usado para medir performance e orientar decisão; 

Um relatório completo cruza a taxa de conversão sobre oportunidades processadas, lead time médio, origem do lead e motivo de perda, além do volume total vendido; 

Artigo voltado para gestores comerciais que precisam estruturar relatórios de vendas além do painel genérico de “total vendido”.

O relatório de vendas é o documento que reúne os indicadores de performance comercial de um período e mostra quantas oportunidades entraram, quantas fecharam, quanto valor foi gerado e onde a operação trava. Em resumo, funciona como o registro que separa decisões baseadas em dados das decisões baseadas em impressão.

Porém, no mercado B2B, nem sempre o problema é a falta de dados. A maioria das operações comerciais já registra oportunidades, valores e atividades em algum lugar. O grande problema, no entanto, é organizar esse volume em recortes que respondam perguntas específicas, como “por que perdemos mais negócios este mês” ou “qual origem de lead converte melhor”.

Neste artigo, explicamos o que um relatório de vendas completo precisa mostrar, quais recortes de dados existem além do relatório genérico e como configurar isso dentro de um CRM de vendas sem depender de planilha manual.

 

O que é um relatório de vendas e para que ele serve?

O relatório de vendas é o conjunto estruturado de dados sobre oportunidades, atividades e resultados comerciais de um período, usado para medir performance e orientar decisões. Ele difere de um dashboard, porque normalmente é gerado sob um filtro específico (período, funil, usuário, origem) e serve para análise pontual, enquanto o dashboard acompanha a operação em tempo real.

Basicamente, um relatório de vendas serve para três funções

  1. Mostrar progresso (o quanto se vendeu e quanto falta para a meta);
  2. Diagnosticar problemas (em que etapa do funil as oportunidades travam ou se perdem);
  3. Comparar performance (entre vendedores, origens de lead, regiões ou períodos). 

Sem esse recorte, o gestor enxerga o resultado final, mas não o motivo por trás dele.

Times comerciais que revisam relatórios com regularidade costumam enxergar padrões que não aparecem na rotina do dia a dia, como uma queda de conversão concentrada em uma única etapa do funil, ou uma origem de lead que gera volume alto, porém fecha pouco. 

Sem o relatório, esse tipo de padrão só é notado, de fato, quando já afetou o resultado do trimestre inteiro.

 

Quais indicadores um relatório de vendas precisa mostrar?

Um relatório de vendas raso mostra só “quanto vendeu”. Um relatório completo, por outro lado, cruza os indicadores abaixo, porque isoladamente cada um conta só parte da história:

  1. Oportunidades novas, ganhas, perdidas e congeladas: separadas por período, mostram se o volume de entrada acompanha o volume de saída do funil; 
  2. Taxa de conversão sobre oportunidades processadas: ganhas mais perdidas, sem contar as ainda em aberto. Uma taxa calculada sobre o total de oportunidades, com as em andamento, distorce o número para baixo; 
  3. Lead time médio: o tempo entre a criação da oportunidade e o fechamento (ganho ou perdido), que mostra se o ciclo de venda acelera ou estica; 
  4. Valor por tipo de item: produtos e serviços (P&S) à vista separado de recorrência (MRR), porque os dois têm dinâmica de receita diferente; 
  5. Origem do lead: identifica quais canais geram oportunidades que efetivamente fecham, não só as que entram no funil; 
  6. Motivo de perda: categorizado, não em texto livre. Sem essa categorização, é impossível saber se a empresa perde mais por preço, prazo ou concorrência.

 

Como montar um relatório de vendas na prática?

Montar um relatório de vendas completo depende de qual recorte de dado se aplica a cada pergunta que o gestor precisa responder. 

Os tipos que listamos abaixo cobrem as perguntas mais comuns de uma operação comercial B2B, com base nos relatórios disponíveis no PipeRun.

 

1. Relatório geral: panorama consolidado do período

O relatório geral reúne, em um único painel, oportunidades novas, ganhas, perdidas e congeladas por semana, vendas de produtos e serviços e de recorrência (MRR) por vendedor, quantidade de empresas cadastradas, e-mails enviados e recebidos, atividades abertas e concluídas, e histórico de ligações. 

É, inclusive, o ponto de partida para uma leitura geral antes de entrar em recortes mais específicos.

 

2. Balanceamento do funil: distribuição de carga por vendedor

Mostra as oportunidades em aberto por usuário responsável, com valor de P&S e MRR somados, probabilidade de ganho e temperatura de cada oportunidade. 

O relatório responde uma pergunta que o relatório geral não responde sozinho: a carteira de oportunidades está concentrada em poucos vendedores ou distribuída de forma equilibrada?

 

3. Taxa de conversão por etapa do funil

Em vez de mostrar só a conversão do funil inteiro, esse relatório calcula a taxa de conversão etapa por etapa e mostra quantas oportunidades entraram e saíram de cada fase. 

Em resumo, é o recorte que aponta exatamente onde o funil perde mais negócios, em vez de só constatar que a conversão geral caiu.

 

4. Forecast: previsão de fechamento por semana

Organiza as oportunidades por semana de fechamento previsto, com os valores de P&S e MRR esperados em cada uma. 

O relatório substitui, assim, a estimativa informal de “quanto vamos fechar esse mês” por um número baseado nas datas de fechamento já registradas no funil.

 

5. Itens vendidos e margem por proposta

Detalha, por categoria de produto, serviço ou recorrência, os valores de custo, valor unitário, desconto, valor vendido, comissão, margem e ticket médio. 

O recorte mostra, por exemplo, se o volume de vendas vem de itens com margem saudável ou se o crescimento em receita mascara margem em queda.

 

6. Oportunidades processadas por origem, segmento e localização

Permite cruzar oportunidades ganhas e perdidas por origem do lead, segmento de mercado, CNAE, cidade, região ou microrregião. 

É o recorte que mostra, por exemplo, se uma origem de lead gera muito volume mas baixa conversão, enquanto outra gera menos volume com conversão bem mais alta.

 

7. Performance de e-mails e ligações com IA

Mostra, por vendedor, quantidade de e-mails enviados, recebidos e taxa de abertura, além de dados de ligações como duração média, custo e notas de qualidade geradas por IA com metodologias como SPIN e BANT. 

O dado aproxima, inclusive, o relatório de vendas da qualidade da execução comercial, não só do resultado final.

 

No PipeRun, todos esses relatórios são gerados a partir dos mesmos filtros de funil, usuário, período, origem, tag e segmento, e podem ser exportados para análise externa quando necessário. 

 

Conclusão

Um relatório de vendas só orienta decisão quando vai além do “quanto vendeu”. Por isso, ele precisa mostrar taxa de conversão por etapa, lead time, origem do lead que converte e motivo real de perda. A leitura exige mais de um recorte de dados, não um único painel genérico.

Reunir todos esses recortes sem depender de planilha manual é o papel do módulo de relatórios de um CRM. O PipeRun já organiza esses dados a partir do próprio funil, com filtro por período, origem, segmento e usuário, prontos para exportar. 

Quer saber mais? Então, fale com um consultor do PipeRun e descubra como aplicar esses relatórios na sua operação comercial.

 

Perguntas frequentes sobre relatório de vendas

Qual a diferença entre relatório de vendas e dashboard de vendas?

O relatório de vendas é gerado sob um filtro específico (período, funil, usuário) para análise pontual. O dashboard, por outro lado, acompanha indicadores em tempo real, sem precisar gerar um recorte novo a cada consulta.

 

Com que frequência um relatório de vendas deve ser gerado?

Depende do ciclo de venda da operação. Times com ciclo curto costumam revisar relatórios semanalmente; operações com ciclo mais longo, por outro lado, como B2B de ticket alto, tendem a analisar por mês ou trimestre, com complemento do forecast semanal.

 

Por que a taxa de conversão de um relatório de vendas pode parecer baixa mesmo com bom volume de vendas?

A taxa de conversão costuma ser calculada sobre o total de oportunidades no funil, com as que ainda estão em andamento. O cálculo correto considera só as oportunidades processadas, ou seja, ganhas mais perdidas.

 

Quais indicadores não podem faltar em um relatório de vendas de gestão?

No mínimo: oportunidades novas, ganhas e perdidas por período, taxa de conversão sobre processadas, lead time médio, valor vendido por tipo de item e origem do lead. Os cinco cobrem volume, eficiência e origem do resultado.

 

É possível cruzar o relatório de vendas com localização ou segmento de mercado?

Sim. É possível segmentar, inclusive, oportunidades processadas por origem, segmento, CNAE, cidade, região ou microrregião, o que ajuda a identificar padrões geográficos ou setoriais no desempenho comercial.

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