O que é Playbook de Vendas, importância e passo a passo para criar

Dois executivos brasileiros em escritório moderno, iluminação azul discreta, analisando um tablet com conteúdo relacionado a playbook de vendas.
Fausto Reichert
Especialista em crescimento de empresas de tecnologia e cofundador da PipeRun. Com mais de 20 anos de experiência, ajudou centenas de empresas e vendedores a escalarem resultados com vendas consultivas B2B.
Sumário

Resumo do artigo:

Neste artigo, você vai entender o que é um playbook de vendas, para que serve e como ele pode aumentar a previsibilidade dos resultados comerciais;

Descubra o passo a passo completo para criar seu playbook do zero, quais informações não podem faltar e como fazer sua equipe realmente usar o documento no dia a dia;

Artigo recomendado para gestores comerciais, gerentes de vendas, diretores de revenue e líderes de times B2B que querem estruturar operações escaláveis.

Playbook de vendas é um documento que reúne todas as estratégias, processos e melhores práticas da sua equipe comercial em um só lugar. Ele funciona como um guia que mostra como prospectar clientes, conduzir reuniões, contornar objeções e fechar negócios. 

Se você já percebeu que cada vendedor do seu time trabalha de um jeito diferente, que os novos colaboradores demoram para engrenar ou que os resultados variam de uma pessoa para outra, você está sentindo na pele a falta de um playbook estruturado.

A boa notícia? Criar um playbook de vendas não precisa ser uma tarefa complicada. 

Neste artigo, vamos te explicar o passo a passo completo para documentar processos, organizar seu conhecimento e transformar sua equipe em uma máquina de vendas previsível.

Vamos começar? Boa leitura! 

 

O que é um playbook de vendas?

Em resumo, o playbook de vendas é um documento que centraliza todas as informações que a equipe comercial precisa para vender de forma consistente. 

Ele reúne desde scripts de abordagem, técnicas para contornar objeções, perfis de clientes ideais, cases de sucesso e muito mais.

Na prática, funciona como um guia de referência rápida. Assim, quando um vendedor precisa saber como abordar um lead ou qual argumento usar para determinada objeção, ele consulta o playbook e encontra a resposta.

Vale ressaltar que a diferença entre um playbook e um simples manual de vendas está na profundidade e aplicabilidade. 

Enquanto o manual traz instruções mais genéricas, o playbook documenta o que funciona de verdade no seu negócio, com a sua solução e para o seu público.

 

Para que serve um playbook de vendas?

Um playbook de vendas serve para padronizar o processo comercial e garantir que todos os vendedores sigam as estratégias que já funcionam dentro da companhia.

Sendo assim, ele resolve três problemas principais:

  • Reduz o tempo de treinamento: novos vendedores podem consultar o playbook e aprender em semanas o que levaria meses. Afinal, tudo está documentado; 
  • Aumenta a previsibilidade dos resultados: com processos padronizados, você consegue identificar gargalos de performance e prever receita. Além disso, fica claro onde cada vendedor trava e como ajudar; 
  • Multiplica os melhores resultados: aquele vendedor que converte 40% enquanto o resto fica em 20%? O playbook documenta o que ele faz de diferente e ensina os outros a replicar.

Segundo a Seismic, empresas com playbooks bem estruturados são 33% mais propensas a alcançarem resultados acima da média no mercado.

 

Quais informações um playbook de vendas deve ter?

Em linhas gerais, o playbook precisa cobrir todas as etapas do processo comercial, desde a prospecção até o pós-venda. 

Isso porque, a ideia é que qualquer vendedor consiga consultar o documento e encontrar a orientação que precisa para aquele momento da negociação.

As informações obrigatórios são, por exemplo:

  • Perfil do cliente ideal (ICP): quem é sua persona, setor de atuação, dores e sinais de que o lead se encaixa com sua solução;
  • Catálogo de produtos e serviços: cada solução que sua empresa oferece, incluindo diferenciais, preços e quando recomendar cada uma;
  • Jornada de compra: todas as etapas que o cliente percorre, desde o primeiro contato até o fechamento;
  • Scripts de abordagem por canal: roteiros para ligações, e-mails e mensagens;
  • Banco de objeções e respostas: objeções mais comuns (“está caro”, “já temos fornecedor”, “vou pensar”) e as melhores formas de controlar-las;
  • Critérios de qualificação: quando um lead deve avançar no funil e quando deve ser descartado;
  • Ferramentas e como usar: ferramentas que a equipe comercial utiliza (CRM, automação de e-mails, enriquecimento de leads) e como cada uma se encaixa no processo;
  • Acordo de nível de serviço (SLA): prazos de resposta para cada tipo de lead, tempo máximo entre follow-ups e outras métricas de tempo;
  • Indicadores de performance (KPIs): métricas que a equipe deve acompanhar em cada etapa, como taxa de resposta, conversão por fase e ticket médio;
  • Cases de sucesso e exemplos práticos: histórias de vendas bem-sucedidas, além de como o processo funcionou na prática.

 

Quem é responsável por escrever o playbook de vendas?

A responsabilidade de criar o playbook de vendas geralmente fica com o gerente de vendas, mas o melhor documento é aquele construído de forma colaborativa. 

Afinal, se você centralizar tudo em uma única pessoa, corre o risco de criar apenas um material teórico que não reflete a realidade do time.

Sendo assim, o gestor comercial deve ser responsável por liderar o projeto, definir a estrutura e garantir que o playbook esteja conectado com as metas da empresa. 

No entanto, é importante envolver:

  • Os melhores vendedores para documentar as práticas que funcionam;
  • O time de marketing para alinhar posicionamento e mensagens;
  • A área de produto para explicar funcionalidades;
  • Por fim, a equipe de Customer Success para trazer feedbacks dos clientes.

Em equipes menores, o gestor pode assumir a escrita, mas precisa validar cada seção com quem está na linha de frente vendendo. 

 

Como criar um playbook de vendas do zero?

Para criar um playbook de vendas, comece mapeando o processo comercial da sua equipe. Depois, documente o perfil do cliente ideal, construa um banco de objeções e centralize todos os materiais de apoio. 

No geral, esse processo costuma levar de 4 a 8 semanas, dependendo do tamanho da operação. 

Se você ainda está em dúvidas de como fazer isso, vamos para a prática? Acompanhe nos próximos tópicos!

 

1. Mapeie seu processo comercial 

Mapeie o processo comercial significa documentar cada etapa que sua equipe executa para fechar uma venda, desde a prospecção até o pós-venda.

Para fazer isso, sente com seus melhores vendedores e pergunte o que eles fazem em cada fase: 

  • Como abordam o lead;
  • Quais perguntas fazem na qualificação;
  • Como conduzem a negociação. 

Grave essas conversas ou anote tudo.

Feito isso, defina as etapas do seu funil de vendas:

  • Prospecção;
  • Qualificação;
  • Apresentação;
  • Proposta;
  • Negociação;
  • Fechamento. 

Para cada etapa, lembre-se de documentar três informações: o objetivo principal, as ações necessárias e os critérios para avançar o lead.

Inclua também o tempo médio que cada etapa costuma levar, pois isso ajuda a identificar gargalos e prever quando um negócio vai fechar.

 

2. Documente o perfil do cliente ideal (ICP)

O perfil do cliente ideal (ICP) define as características das empresas que mais compram de você e geram melhores resultados. Esse é o filtro que sua equipe usa para qualificar ou descartar oportunidades.

Não sabe qual é o seu ICP? Então, liste informações como:

  • Setor de atuação;
  • Tamanho da empresa (faturamento e número de funcionários);
  • Localização geográfica;
  • Tecnologias que já usam;
  • Principais dores que enfrentam. 

Inclua também os sinais de compra que indicam urgência, como troca de fornecedor, crescimento acelerado e novos investimentos recebidos. Não esqueça de definir quem são os decisores em cada tipo de empresa e quanto tempo leva para fechar o negócio.

 

3. Construa o banco de objeções com respostas validadas

Um banco de objeções é uma lista das recusas mais comuns que sua equipe escuta, acompanhada das melhores formas de contornar cada uma.

Para começar o seu, reúna as objeções mais comuns do seu negócio:

  • “Está muito caro”;
  • “Já temos um fornecedor”;
  • “Vou pensar e te retorno”;
  • “Não é o momento certo”. 

Para cada objeção, documente pelo menos duas abordagens diferentes que já funcionaram na prática.

Outra recomendação é usar exemplos de vendas realmente fechadas onde essas objeções apareceram e foram superadas. Além disso, inclua o contexto, o que o vendedor respondeu e como o cliente reagiu.

De acordo com uma pesquisa da GTMnow, quando um prospect levanta uma objeção, a taxa de fechamento sobe quase 30% se a equipe foi treinada para contorná-las. 

 

4. Centralize materiais e ferramentas em um só lugar

Organize todos os recursos que a equipe comercial precisa em uma pasta compartilhada ou ferramenta específica:

  • Templates de e-mail para cada etapa da venda;
  • Scripts de abordagem por canal;
  • Apresentações das soluções;
  • Calculadoras de ROI.

Liste também todas as ferramentas utilizadas: CRM, automação de e-mails, enriquecimento de leads, assinatura digital, etc. Para cada ferramenta, explique para que serve e como usar as funcionalidades principais.

Quanto mais fácil for encontrar o material certo na hora certa, maior será a taxa de adoção do playbook. 

 

5. Defina métricas e metas por etapa do funil

Estabeleça os indicadores de performance (KPIs) que a equipe deve acompanhar em cada fase do funil. Eles podem ser, por exemplo:

  • Taxa de resposta em cold mails;
  • Conversão de MQL (leads qualificados pelo marketing) para SQL (leads qualificados por vendas);
  • Taxa de qualificação;
  • Ciclo de vendas;
  • Taxa de fechamento.

Além disso, para cada métrica, defina três faixas: o que é considerado bom, médio e abaixo do esperado. O objetivo é ajudar os vendedores a saberem se estão performando bem ou precisam melhorar.

Documente também os SLAs (acordo de nível de serviço) da operação, como tempo máximo de resposta para novos leads, frequência de follow-up e quantos contatos fazer antes de descartar uma oportunidade. 

 

7. Teste com um grupo piloto antes do lançamento

Por fim, escolha 2 ou 3 vendedores para testar a primeira versão do playbook antes de lançar para toda a equipe. 

Você deve procurar saber o que está claro, o que está confuso, as informações que faltam e o que precisa ser ajustado.

Rode esse teste por pelo menos duas semanas para dar tempo da equipe usar o playbook em situações reais de venda. Feito isso, corrija o que for necessário e só depois libere para o restante do time.

A primeira versão do seu playbook não precisa ser perfeita. O importante é começar com o básico e ir melhorando conforme a equipe traz novas sugestões.

 

Baixe agora: Modelo pronto de playbook de vendas!

Criar um playbook do zero demanda tempo e esforço, mas você pode acelerar o processo usando um modelo como base. 

Pensando nisso, nós da PipeRun criamos um modelo pronto de playbook de vendas que você pode baixar gratuitamente, personalizar com as informações da sua empresa e começar a usar imediatamente.

O modelo já vem estruturado com todas as seções necessárias: perfil do cliente ideal, mapeamento da jornada de compra, scripts, banco de objeções e muito mais.

Ao invés de começar com uma página em branco, você só precisa preencher os campos com os dados da sua operação comercial.

Vantagens de usar o modelo pronto:

  • Você economiza semanas de trabalho na estruturação do documento;
  • O template já segue as melhores práticas do mercado; 
  • O modelo é editável e adaptável para qualquer tipo de venda B2B.

Baixe o modelo gratuitamente, customize e comece a treinar sua equipe com um playbook de vendas profissional. 

Modelo de playbook de vendas editável

 

Conclusão 

Como você pôde descobrir, um playbook de vendas completo é capaz de transformar a dinâmica do time e aumentar a previsibilidade dos resultados. 

Agora que você conhece os componentes necessários e o passo a passo, o próximo movimento é começar! 

Não espere ter todas as respostas para documentar a primeira versão. Comece mapeando o que sua equipe já faz de melhor, estruture o básico e vá refinando com o tempo.

Lembre-se: o playbook não é um documento estático. Ele precisa acompanhar as mudanças do mercado e absorver os aprendizados da equipe. Por isso, agende revisões trimestrais para atualizar objeções, ajustar scripts e incluir cases recentes.

Quer acelerar esse processo? Então, baixe o modelo pronto de playbook de vendas da PipeRun!

Até o próximo conteúdo e muito sucesso com a aplicação desse material! 

 

FAQ – Perguntas Frequentes

Para que serve um playbook de vendas?

Um playbook de vendas serve para padronizar o processo comercial da sua empresa e garantir que todos os vendedores sigam as mesmas estratégias. Portanto, ele reduz o tempo de treinamento de novos vendedores, aumenta a previsibilidade dos resultados e multiplica as melhores práticas da equipe.

 

Quem deve usar o playbook de vendas?

O playbook de vendas deve ser usado por toda a equipe comercial: vendedores, SDRs, gestores e até áreas relacionadas como Customer Success e Marketing. Isto é, qualquer pessoa que interaja com leads ou clientes se beneficia de ter um processo documentado e padronizado.

 

Preciso de um CRM para ter um playbook de vendas?

Não é obrigatório ter um CRM para criar um playbook de vendas, mas a combinação dos dois potencializa os resultados. Afinal, o CRM ajuda a executar o processo documentado no playbook, automatiza tarefas e registra todas as interações com leads. Sendo assim, o ideal é ter ambos trabalhando juntos.

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